O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou, nesta segunda-feira (18), a importância estratégica da exploração de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, situada na Margem Equatorial. Durante visita às instalações da Refinaria de Paulínia (Replan), no interior de São Paulo, o chefe do Executivo destacou que a atividade deve ser conduzida com rigor técnico e responsabilidade ambiental, assegurando que o governo mantém o compromisso com a preservação da Amazônia.
Soberania e proteção das fronteiras nacionais
Para o presidente, a exploração da região vai além da viabilidade econômica, tratando-se de uma questão de soberania nacional. O governo argumenta que a presença ativa do Brasil na área é fundamental para evitar que potências estrangeiras reivindiquem o território. Lula mencionou, em tom de alerta, o interesse de outros líderes globais, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em regiões ricas em recursos naturais, justificando a necessidade de ocupação e exploração responsável pela Petrobras.
A estatal, que obteve no ano passado a licença do Ibama para iniciar a pesquisa exploratória, vê a Margem Equatorial como uma nova fronteira de potencial similar ao pré-sal. O objetivo central é reverter os lucros da operação para o desenvolvimento do país, garantindo recursos para o futuro da nação.
Críticas ao processo de privatização
Durante o evento em Paulínia, o presidente aproveitou para criticar duramente as privatizações de ativos da Petrobras realizadas em anos anteriores, como a venda da BR Distribuidora e da Liquigás. Segundo Lula, a estratégia de vender partes da empresa foi uma tentativa de enfraquecer o patrimônio público brasileiro de forma gradual.
O presidente enfatizou que a estatal atua como um escudo para o consumidor diante de crises internacionais, como os reflexos da guerra no Irã sobre os preços dos combustíveis. O governo tem utilizado impostos sobre a exportação de petróleo para subsidiar o diesel e a gasolina, evitando que a volatilidade do mercado externo impacte diretamente o bolso dos brasileiros e dos trabalhadores do setor de transportes.
Investimentos bilionários e expansão da Replan
O anúncio central do evento foi o aporte de R$ 37 bilhões da Petrobras no estado de São Paulo até 2030, visando fortalecer o refino, a logística e a transição energética. A Replan, que atualmente abastece mais de 30% do território nacional, receberá R$ 6 bilhões para ampliar sua capacidade de processamento, que deve subir de 434 mil para 459 mil barris por dia.
A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, detalhou os próximos passos da companhia, incluindo a produção de combustível de aviação com componentes renováveis. Além disso, a empresa reafirmou o compromisso de alcançar a autossuficiência em diesel até 2030, elevando a participação da estatal no abastecimento nacional de 75% para 100%.
Para mais informações sobre o setor, acompanhe os comunicados oficiais da Agência Brasil.




