A implementação da Lei Nº 15.100/2025, que limita o uso de dispositivos móveis para fins não pedagógicos na educação básica, atingiu um marco significativo no cenário educacional brasileiro. Após um ano de vigência, 92% das instituições de ensino do país já adotam as novas diretrizes, consolidando uma mudança estrutural na rotina de alunos e professores. O levantamento, conduzido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com o Instituto Alana e a Unesco, aponta que a permissão irrestrita de aparelhos, que antes alcançava 13% das escolas, foi praticamente eliminada.
educação: cenário e impactos
Panorama da implementação e aceitação escolar
Os dados revelam que a transição para o novo modelo ocorre de forma progressiva. Entre as escolas que já aderiram à norma, 45% consideram o processo totalmente consolidado, enquanto 47% relatam que a implementação ainda está em curso. Especialistas destacam que a rápida aceitação reflete um consenso entre famílias, educadores e gestores, que identificaram no uso descontrolado dos dispositivos um entrave ao processo de aprendizagem e à convivência social.
A pesquisa, que ouviu 8.189 gestores de todas as unidades da federação, indica que a restrição não deve ser vista como uma medida isolada, mas como parte de uma estratégia mais ampla de adaptação do ambiente escolar às transformações digitais. A intenção é garantir que o uso de tecnologias ocorra com finalidade pedagógica clara, evitando a demonização das ferramentas digitais enquanto se protege o foco dos estudantes.
Impactos positivos no aprendizado e na convivência
Os resultados apontam melhorias substanciais no ambiente escolar. Segundo os gestores, 97% das instituições notaram uma ampliação na participação dos alunos em atividades, enquanto 95% registraram um aumento na concentração durante as aulas. Além disso, a medida favoreceu a socialização presencial, com 95% dos entrevistados confirmando que a ausência dos celulares estimulou a interação direta entre os estudantes.
A saúde mental dos alunos também aparece como um ponto de destaque na avaliação. Cerca de 86% dos gestores afirmam que a restrição contribuiu para a redução da ansiedade no ambiente escolar. No que tange à segurança, 88% dos participantes concordam que a política ajudou a mitigar conflitos, agressões digitais e casos de cyberbullying, promovendo um clima de maior harmonia nos intervalos e pátios.
Desafios operacionais e estratégias futuras
Apesar do sucesso na adesão, o processo de adaptação enfrenta desafios práticos. Cerca de 39% dos gestores apontam a dificuldade em conquistar a adesão dos jovens às novas regras como um dos principais obstáculos operacionais. A gestão da proibição exige que as escolas testem diferentes protocolos, adequando as estratégias à realidade de cada etapa de ensino e às características específicas de seus corpos discentes.
O foco agora se volta para a qualificação do uso pedagógico das tecnologias. A meta é equipar as instituições com infraestrutura adequada e preparar o corpo docente para integrar as ferramentas digitais ao currículo de forma intencional. Para mais detalhes sobre o relatório, consulte a Pesquisa Nacional do 1º ano da Lei nº 15.100/2025.




