Terça-feira, 27 de outubro de 2026 10:08
Educação

Estatuto do Aprendiz enfrenta adiamento na CAS após pedidos de vista

Votação do Estatuto do Aprendiz é adiada no Senado após pedidos de vista. Projeto visa organizar normas e ampliar direitos de jovens aprendizes.

2 min de leitura
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
© Marcelo Camargo/Agência Brasil

A tramitação do projeto que institui o Estatuto do Aprendiz (PL 6461/2019) sofreu uma pausa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. A votação, que definiria novas diretrizes para a jornada de trabalho e os direitos contratuais de jovens aprendizes, foi adiada após pedidos de vista apresentados pelos senadores Jaime Bagattoli, Laércio Oliveira e Marcos Pontes.

O presidente da comissão, senador Marcelo Castro, indicou que a deliberação deve retornar à pauta na próxima reunião do colegiado. O texto original, que já recebeu o aval da Câmara dos Deputados em abril, busca consolidar normas que atualmente encontram-se dispersas na legislação brasileira, visando a proteção e a qualificação profissional de jovens entre 14 e 24 anos, além de pessoas com deficiência.

Regras e diretrizes do Estatuto do Aprendiz

O relator da matéria no Senado, senador Veneziano Vital do Rêgo, defende que a proposta é fundamental para organizar o sistema de aprendizagem no país. O objetivo central é estimular a formação de mão de obra qualificada, garantindo que a atividade profissional não prejudique a permanência dos jovens no sistema escolar.

O projeto mantém a cota de contratação que exige que empresas destinem entre 5% e 15% de seu quadro funcional a aprendizes. No entanto, o texto introduz novas hipóteses de contratação facultativa, abrangendo microempresas, empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional e entidades sem fins lucrativos voltadas à educação profissional.

Direitos trabalhistas e proteção social

A proposta detalha direitos específicos para os aprendizes, equiparando-os a diversas garantias da CLT. Entre os pontos de destaque está a proteção à gestante, que terá direito à garantia provisória de emprego desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Em caso de acidente de trabalho, o aprendiz também terá estabilidade de 12 meses após o fim do auxílio-doença.

O estatuto também estabelece que o rendimento do aprendiz não será contabilizado no cálculo da renda familiar para fins de recebimento do programa Bolsa Família. Além disso, o texto prevê mecanismos de compensação para casos de afastamento por serviço militar obrigatório, garantindo que o tempo de contrato não seja prejudicado por encargos públicos.

Formação profissional e Sistema S

A contratação do aprendiz exige a matrícula em curso de formação profissional, preferencialmente oferecido pelos serviços nacionais de aprendizagem, conhecidos como Sistema S. Caso não haja vagas suficientes, o projeto permite que a formação ocorra em instituições públicas de ensino técnico ou entidades sem fins lucrativos devidamente registradas.

Para mais detalhes sobre o andamento legislativo, consulte o portal oficial do Senado Federal. A expectativa é que o debate sobre a flexibilização e a proteção social dos jovens continue sendo o ponto central das discussões na próxima sessão da CAS.

☀️ InstantBA da Manhã

As notícias mais importantes da Bahia no seu e-mail, todo dia às 06:00. Grátis.

Sobre o autor

plugins premium WordPress