

A greve dos professores da rede municipal de Salvador continua. Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira (12), a categoria, organizada pela APLB-Sindicato, rejeitou a proposta de reajuste salarial de 6,27% apresentada pela prefeitura e decidiu pela manutenção da paralisação, que começou no último dia 6 de maio.
Os docentes cobram o cumprimento da lei que estabelece o Piso Salarial Nacional do Magistério, além da recomposição das perdas salariais, que segundo o sindicato chegam a 58%. Em nota, a APLB afirmou que a proposta atual “está muito distante do que é previsto em lei” e que a categoria seguirá mobilizada até que seus direitos sejam respeitados.
Além da continuidade da greve, foi aprovada uma nova agenda de mobilizações:
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A Prefeitura de Salvador, até o momento, não se manifestou publicamente sobre a rejeição da proposta nem sobre os próximos passos da negociação com os professores.
O Piso Salarial Nacional do Magistério é regulamentado pela Lei Federal nº 11.738/2008, que garante um valor mínimo para a remuneração de professores da educação básica em todo o Brasil. Em 2024, o reajuste anunciado pelo Ministério da Educação foi de 3,62%, elevando o piso para R$ 4.580,57. No entanto, sindicatos alegam que diversos municípios ainda não implementaram o valor integral nem reajustaram de forma proporcional as carreiras de nível médio e superior.