Servidores da Uerj em greve detalham reivindicações ao governo do Rio
Servidores da Uerj em greve há mais de dois meses apresentaram suas principais reivindicações ao governo do Rio, buscando soluções para a paralisação.
Resumo da notícia
- Professores e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em paralisação há mais de dois meses, apresentaram formalmente suas principais reivindicações ao secretário de Planejamento do Estado.
- A pauta de exigências dos servidores da Uerj é composta por pontos considerados cruciais para a categoria.
- Em resposta às reivindicações, o secretário de Planejamento informou que as pautas serão analisadas, mas ressaltou as restrições orçamentárias enfrentadas pelo estado.
- Além das pautas dos servidores, os universitários da Uerj também apresentaram suas próprias reivindicações ao secretário de Planejamento.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

Professores e técnicos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em paralisação há mais de dois meses, apresentaram formalmente suas principais reivindicações ao secretário de Planejamento do Estado. O encontro, que ocorreu recentemente, marcou um passo importante na busca por soluções para o impasse que afeta a instituição de ensino. As demandas abrangem desde benefícios essenciais para os servidores até a recomposição orçamentária para programas de assistência estudantil, refletindo a amplitude das preocupações da comunidade acadêmica.
A greve, iniciada pelos docentes em 25 de março e pelos técnicos administrativos em 9 de abril, tem gerado impactos significativos nas atividades universitárias. A apresentação das pautas ao governo estadual visa acelerar as negociações e encontrar um caminho para o encerramento do movimento, que mobiliza diversas categorias dentro da universidade em prol de melhorias nas condições de trabalho e estudo.
As Reivindicações Centrais dos Servidores da Uerj
A pauta de exigências dos servidores da Uerj é composta por pontos considerados cruciais para a categoria. Entre os pedidos mais urgentes, destaca-se a retomada do pagamento dos auxílios Saúde e Educação, com a extensão desses benefícios também aos aposentados. A importância desses auxílios reside no suporte direto à qualidade de vida e ao bem-estar dos profissionais, especialmente em um cenário de desafios econômicos.
Outra demanda fundamental é o envio do novo plano de carreira dos técnicos para a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A revisão e aprovação de um plano de carreira atualizado são vistas como essenciais para a valorização e progressão profissional dos técnicos administrativos. Além disso, a categoria reivindica o pagamento do triênio, um benefício por tempo de serviço, com a solicitação de que este seja concedido aos funcionários que já possuem o direito, mesmo antes da aprovação de um novo projeto de lei na Alerj. Os representantes dos servidores argumentam que muitas dessas questões não dependem de aprovação legislativa e poderiam ser autorizadas diretamente pelo governador em exercício.
O Cenário Orçamentário e os Prazos Governamentais
Em resposta às reivindicações, o secretário de Planejamento informou que as pautas serão analisadas, mas ressaltou as restrições orçamentárias enfrentadas pelo estado. A situação financeira do governo do Rio de Janeiro impõe desafios para a aprovação de novas despesas e investimentos. Em relação ao plano de carreira dos técnicos e a um substitutivo para o triênio, o secretário apontou um prazo limite importante: 30 de junho. Esta data marca o encerramento do período para aprovação de novos projetos de lei e rubricas orçamentárias, em virtude das eleições que ocorrerão em outubro, conforme a legislação eleitoral.
A viabilidade financeira para o pagamento imediato do triênio aos funcionários que já têm direito, enquanto se aguarda uma legislação definitiva, também será objeto de análise. A complexidade de conciliar as demandas dos servidores com as limitações fiscais e os prazos eleitorais adiciona uma camada de desafio às negociações entre a universidade e o governo estadual.
As Demandas da Comunidade Estudantil
Além das pautas dos servidores, os universitários da Uerj também apresentaram suas próprias reivindicações ao secretário de Planejamento. A principal delas é a recomposição orçamentária das instituições de ensino superior para garantir o pagamento dos programas de assistência estudantil até o final de 2026. Estudos apresentados pelos estudantes indicam que o valor necessário para essa recomposição gira em torno de R$ 40 milhões, um montante crucial para a manutenção de bolsas e auxílios que permitem a permanência de muitos alunos na universidade.
Outros pedidos importantes incluem o reajuste do auxílio-transporte, fundamental para cobrir os custos de deslocamento dos estudantes, e a implantação do passe livre intermodal e interestadual. Essas medidas visam democratizar o acesso à educação, reduzindo as barreiras financeiras e logísticas que muitos alunos enfrentam diariamente para chegar aos campi. A garantia de assistência estudantil adequada é vista como um pilar para a inclusão e o sucesso acadêmico.
Perspectivas e o Andamento da Paralisação
A apresentação das demandas ao governo marca um momento de expectativa para a comunidade da Uerj. Com a análise das pautas em curso e os desafios orçamentários e eleitorais em vista, as próximas semanas serão decisivas para o futuro da paralisação. A busca por um consenso que atenda às necessidades dos servidores da Uerj e dos estudantes, ao mesmo tempo em que respeita as limitações do estado, continua sendo o objetivo central das negociações. A comunidade acadêmica aguarda respostas concretas que possam levar ao fim da greve e à normalização das atividades universitárias.
Para mais informações sobre o governo do estado do Rio de Janeiro, visite o site oficial.
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