O ator Angel Ferreira, anteriormente conhecido pelo público como Igor Angelkorte, iniciou uma nova fase em sua vida pessoal e artística. Aos 38 anos, o artista deixou para trás a rotina urbana do Rio de Janeiro para estabelecer residência em Cavalcante, município situado no norte da Chapada dos Veadeiros, em Goiás.
A mudança marca uma transição profunda no estilo de vida do ator, que optou por converter o chassi de um ônibus em sua nova moradia. A escolha reflete um compromisso com a sustentabilidade e uma conexão mais direta com o ambiente natural da região, distanciando-se dos padrões convencionais de habitação urbana.
Adaptação sustentável e vida no campo
A estrutura do novo lar de Angel Ferreira exige uma dinâmica cotidiana integrada à natureza. Como o local não possui acesso às redes públicas de energia e esgoto, o ator implementou soluções alternativas, como a construção de uma fossa de bananeiras para o tratamento de resíduos.
O cotidiano no ônibus é regido pela simplicidade. Sem o uso de geladeira, o artista prioriza o consumo de alimentos frescos e dedica parte de seu tempo ao cultivo de árvores frutíferas. O interior do veículo, conforme compartilhado em suas redes sociais, é composto por itens essenciais, como um filtro de barro, uma rede e uma cadeira de praia, que definem o ambiente de sua nova rotina.
Gestão cultural e continuidade na carreira
Apesar da mudança para um ambiente mais isolado, o ator mantém uma agenda profissional ativa. Localizado a cerca de dez minutos de um centro urbano, ele atua como gestor cultural na região da Chapada dos Veadeiros, conciliando a vida no campo com o exercício de sua profissão.
A carreira artística segue em paralelo, com o ator em turnê pelo país. Atualmente, ele apresenta o monólogo Sidarta, que cumpre temporada em São Paulo. Essa dualidade permite que ele mantenha o vínculo com as artes cênicas enquanto explora um estilo de vida alternativo.
Espaço de convivência e efervescência artística
Longe de buscar o isolamento total, o ônibus transformado em casa tornou-se um ponto de encontro para amigos e outros artistas. Em entrevistas, o ator destacou que o espaço funciona como uma extensão de sua atuação cultural, recebendo visitantes e pessoas em trânsito pela região.
A moradia sobre rodas reflete, portanto, uma escolha de vida comunitária. O ambiente é frequentemente utilizado para acolher conhecidos, consolidando-se como um local de trocas e convivência, o que mantém o ator em constante contato social, mesmo vivendo em uma estrutura não convencional.





