Bárbara Paz relembra romance duradouro com o cineasta Héctor Babenco
Atriz relembra romance de quase uma década com o cineasta Héctor Babenco, união que marcou sua trajetória artística e pessoal.

A trajetória da atriz Bárbara Paz é marcada por superações pessoais e parcerias artísticas decisivas. Entre os episódios mais marcantes de sua vida pessoal e profissional está a intensa relação com o renomado cineasta Héctor Babenco, com quem manteve um vínculo amoroso e criativo por quase uma década até o falecimento do diretor.
O envolvimento entre os dois começou em 2007, durante a Festa Literária Internacional de Paraty, no Rio de Janeiro. A convivência evoluiu para o casamento formal em 2010 e perdurou, com uma breve interrupção em 2014, até a morte do cineasta em julho de 2016, consolidando uma união pautada na profunda cumplicidade artística.
Parceria criativa e apoio na autoaceitação
Ao longo dos anos em que estiveram juntos, a convivência com o diretor de obras aclamadas como Pixote, a Lei do Mais Fraco e O Beijo da Mulher-Aranha exerceu um impacto transformador na autoestima da atriz. A intérprete superou um grave acidente automobilístico na juventude que lhe deixou marcas permanentes no rosto.
Com o incentivo constante de Babenco, que enxergava autenticidade e força dramática em suas cicatrizes, a artista passou a exibir suas feições sem retoques em ensaios fotográficos e projetos cênicos, superando as pressões estéticas tradicionais do meio artístico.
Obras marcantes nos palcos e nas telas
A união também rendeu frutos expressivos no cenário cultural brasileiro. Entre as principais colaborações do casal destacam-se a peça teatral Hell, encenada em 2010, e o espetáculo Vênus em Visom, apresentado em São Paulo no ano de 2014.
No cinema, a atriz integrou o elenco do longa-metragem Meu Amigo Hindu, lançado em 2015 e estrelado por Willem Dafoe, obra que abordava a experiência do cineasta com o câncer no sistema linfático.
Legado cinematográfico e premiação internacional
Os momentos finais da vida de Babenco resultaram em um dos projetos mais importantes da carreira de Bárbara Paz na direção. Munida de uma câmera de mão, ela registrou a rotina médica e as reflexões do marido, atendendo ao desejo do próprio diretor de eternizar sua finitude em formato audiovisual.
O documentário resultante desse processo foi premiado no Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2019 e posteriormente escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar, marcando a estreia consolidada da viúva na direção de longas-metragens.




