Aos 48 anos, Betoh Cascardo decidiu iniciar uma nova trajetória profissional. Após consolidar uma carreira de mais de duas décadas no jornalismo e na assessoria de imprensa, o comunicador agora se dedica aos estudos na graduação de Odontologia, na Universidade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro.
A transição não significa um abandono de sua identidade como comunicador, mas sim a busca por um novo propósito. O estudante, que atua no campus da Barra da Tijuca, enxerga a nova área como uma oportunidade de unir suas habilidades de comunicação ao cuidado clínico com os pacientes.
Recentemente, Betoh marcou presença no Congresso Internacional Smile e HOF, evento que reúne especialistas e acadêmicos. O convite para participar da conferência partiu do professor Marcelo Couto, sendo este o seu primeiro contato direto com um congresso científico da área que escolheu para o futuro.
Monitoria e foco na especialização
O desempenho acadêmico de Betoh tem sido marcado por conquistas relevantes, como a aprovação no processo seletivo para monitoria em Patologia Oral, no campus Tijuca. O estudante destaca o apoio das professoras Mônica Israel, que o incentivou na candidatura, e Nathália de Almeida Freire, com quem desenvolve as atividades práticas.
O objetivo de longo prazo do acadêmico é atuar na área de Cirurgia Bucomaxilofacial. Para essa jornada, ele cita como referências fundamentais os professores Júlio Leite, Rodrigo Portella e Juliana Ramidan, que acompanham seu desenvolvimento técnico e científico.
Autoconhecimento e novos horizontes
A mudança de carreira foi impulsionada por um processo de autoconhecimento. Já na fase adulta, Betoh recebeu diagnósticos de TEA nível 1, TDAH e altas habilidades. Segundo ele, compreender essas características trouxe clareza sobre os desafios enfrentados ao longo da vida e permitiu uma nova perspectiva sobre suas escolhas.
Mesmo com a rotina intensa de estudos e monitoria, o futuro cirurgião-dentista mantém laços afetivos próximos, especialmente com sua mãe, Dona Jandyra Cascardo, de 88 anos. A trajetória de Betoh reflete uma transição pautada pela resiliência e pelo desejo de transformar o aprendizado em um propósito de vida.





