O jornalismo esportivo brasileiro perdeu uma de suas vozes mais respeitadas nesta quinta-feira, 10. Claudio Carsughi, referência histórica na cobertura de futebol e automobilismo, faleceu aos 93 anos. O comunicador estava internado há 27 dias tratando uma infecção respiratória, conforme informações confirmadas por sua família.
A notícia foi comunicada por sua filha, Claudia Carsughi, por meio das redes sociais. Em um relato emocionante, ela informou que o pai não resistiu às complicações da enfermidade. “Meu pai acabou de partir depois de 27 dias lutando contra uma infecção respiratória. Ele agora está em paz junto aos nossos antepassados. Pedimos aos fãs que orem por ele”, escreveu.
Nascido na Itália, Carsughi construiu uma trajetória sólida no Brasil, país onde chegou ainda na adolescência, em março de 1946. Sua paixão pela comunicação o levou a cobrir eventos de grande magnitude, consolidando seu nome como uma autoridade no setor. Além de Claudia, ele deixa o filho Edoardo.
Trajetória marcada pelo automobilismo
A carreira de Claudio Carsughi foi marcada por uma profunda conexão com o esporte. Um de seus primeiros grandes desafios profissionais foi a cobertura da Copa do Mundo de 1950, realizada em solo brasileiro, na qual atuou como correspondente do jornal italiano Corriere dello Sport. O link para o portal pode ser conferido em Corriere dello Sport.
Ao longo das décadas, o jornalista tornou-se um nome indispensável nas transmissões de rádio e televisão. Ele integrou as equipes de emissoras consagradas, como a Jovem Pan e a Bandeirantes, além de ter tido passagens marcantes pela ESPN. Sua especialidade em Fórmula 1 o transformou em um dos comentaristas mais respeitados do país, sendo uma voz que acompanhou de perto a evolução da categoria.
Legado na comunicação brasileira
Além de sua atuação diária, Carsughi deixou um legado registrado em obras literárias. Em 2017, sua filha Claudia lançou o livro “Claudio Carsughi – 50 Anos de Brasil”, que compila memórias e passagens importantes da vida do jornalista. A obra serve como um documento histórico de sua contribuição para o jornalismo esportivo nacional.
O falecimento do profissional gerou comoção entre colegas de profissão e admiradores, que reconhecem sua dedicação e o rigor técnico que sempre pautaram seu trabalho. Ele deixa uma marca indelével na história da imprensa brasileira, especialmente para o público apaixonado por automobilismo.




