A rotina da família real britânica envolve protocolos rigorosos que vão muito além da etiqueta social. Para garantir a saúde e o bem-estar do Rei Charles III e de seus familiares durante compromissos oficiais, a cozinha do palácio segue uma lista de restrições alimentares bastante específica. O objetivo principal é evitar qualquer risco de indisposição ou problemas digestivos que possam comprometer a agenda da monarquia.
Um dos itens mais notáveis banidos dos cardápios reais é o alho. A restrição foi confirmada pela Rainha Camilla durante sua participação no programa MasterChef Australia, em 2018. A decisão visa evitar o mau hálito durante encontros diplomáticos e eventos públicos, onde a proximidade com autoridades e cidadãos é constante.
Além do alho, pratos extremamente apimentados são evitados em eventos oficiais. O motivo é puramente estratégico: prevenir desconfortos digestivos ou reações físicas indesejadas, como a transpiração excessiva, que poderiam causar constrangimento durante as atividades da agenda real.
Segurança alimentar e riscos de intoxicação
Frutos do mar, como ostras e crustáceos, são praticamente banidos dos cardápios reais. Segundo o ex-mordomo real Grant Harrold, o risco de contaminação bacteriana nesses alimentos é considerado alto demais para ser ignorado. A preocupação é evitar qualquer caso de intoxicação alimentar, especialmente durante viagens internacionais, onde o suporte médico imediato pode ser mais complexo.
A mesma cautela se estende à água consumida fora das residências oficiais. A família real evita beber água da torneira em viagens, optando exclusivamente por água engarrafada de marcas britânicas certificadas, como a Hildon. Além disso, carnes malpassadas também são evitadas por precaução sanitária.
Ética e preferências do monarca
Além das questões de saúde, o Rei Charles III impôs restrições baseadas em princípios éticos. O foie gras foi banido de todas as residências reais devido a preocupações com o bem-estar animal. O monarca, conhecido por seu ativismo ambiental, instruiu seus chefs a não adquirirem o produto, consolidando uma política de consumo consciente.
No dia a dia, o Rei prefere alternativas naturais ao açúcar refinado, utilizando frequentemente mel produzido em suas próprias propriedades, como em Highgrove House. Em suas sobremesas, o monarca prioriza o uso de frutas e ingredientes frescos, como bolos à base de laranja e azeite de oliva, em vez de doces processados ou chocolates industrializados.
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