A icônica residência onde a lendária atriz Marilyn Monroe viveu seus últimos dias tornou-se o epicentro de um intenso embate jurídico na Califórnia. Localizada em uma rua sem saída em Brentwood, a propriedade, que carrega o peso histórico de ter sido o cenário da morte da estrela em 5 de agosto de 1962, enfrenta agora um futuro incerto devido aos planos de seus atuais proprietários.
Características e legado da residência em Brentwood
Adquirida por Marilyn Monroe em 1962 pelo valor de US$ 77.500, a mansão é uma construção em estuque datada de 1929. Com 244 metros quadrados, o imóvel preserva elementos arquitetônicos clássicos, como tetos de vigas expostas, pisos de terracota e uma lareira revestida de azulejos. A estrutura, que inclui quatro quartos, três banheiros, um pomar de frutas e um apartamento anexo à garagem, reflete o estilo espanhol que a artista buscou cultivar com decorações trazidas de viagens ao México.
O conflito entre proprietários e a preservação histórica
Após décadas de sucessivas trocas de mãos, a mansão foi adquirida em 2023 por Roy Bank e Brinah Milstein pela quantia de US$ 8,35 milhões. O casal manifestou desde o início o desejo de demolir a estrutura original para dar lugar a um novo projeto arquitetônico no terreno. A iniciativa, contudo, encontrou resistência imediata por parte das autoridades locais.
A Câmara Municipal de Los Angeles interveio no processo ao classificar oficialmente o imóvel como Monumento Histórico-Cultural. A medida bloqueou as licenças de demolição, desencadeando uma batalha legal. Os proprietários contestam a decisão, alegando que a designação é inconstitucional e que a classificação transformou a residência em um polo de atração turística, gerando transtornos aos moradores da região.
Contexto histórico da morte da estrela
A mansão permanece indissociável da memória de Marilyn Monroe. Foi naquele quarto que a artista foi encontrada sem vida pela governanta e pelo psiquiatra, após a percepção de que a luz do cômodo permanecia acesa durante a madrugada. A perícia da época registrou a causa do óbito como intoxicação aguda por medicamentos de ansiedade e sedativos, um evento que consolidou o local como um dos pontos mais enigmáticos da história de Hollywood.
Enquanto o processo judicial segue em tramitação, o destino da propriedade permanece paralisado. A cidade de Los Angeles mantém sua postura de proteção ao patrimônio, enquanto os donos buscam reverter o título histórico na justiça, mantendo o imóvel no centro de uma discussão sobre direitos de propriedade e preservação cultural.





