Terça-feira, 27 de outubro de 2026 22:00
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Gaab e o emagrecimento: o papel do Mounjaro e os riscos do uso sem orientação

emagrecimento - O cantor Gaab perdeu 40 kg e especialistas alertam sobre os riscos do uso do Mounjaro sem acompanhamento médico adequado e individualizado.

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Gaab e o emagrecimento: o papel do Mounjaro e os riscos do uso sem orientação
Foto: Instagram

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O cantor Gaab, de 27 anos, tornou-se centro de um debate sobre saúde e estética após revelar a perda de 40 kg. Em meio à repercussão, o artista detalhou que seu processo de emagrecimento ocorreu em duas etapas distintas: uma redução inicial de 20 kg sem auxílio medicamentoso e outros 20 kg durante o período em que utilizou o Mounjaro, entre outubro e janeiro.

A transformação física, amplamente comentada nas redes sociais, expôs a necessidade de esclarecimentos sobre o uso da tirzepatida. Para analisar o cenário, a CARAS Brasil consultou o nutrólogo Rubem Regoto, que detalhou os limites e as responsabilidades envolvidas no tratamento da obesidade com o auxílio de fármacos.

O Mounjaro como ferramenta no tratamento da obesidade

O uso da chamada “caneta emagrecedora” é frequentemente cercado por expectativas de resultados rápidos, mas especialistas alertam que o medicamento deve ser encarado como uma ferramenta terapêutica, e não como uma solução mágica. Segundo Rubem Regoto, a eficácia da tirzepatida está diretamente ligada à indicação clínica precisa.

O nutrólogo ressalta que o fármaco pode promover perdas de peso significativas, variando entre 10% e 20% ou mais, mas reforça que o sucesso depende de um acompanhamento individualizado. A Anvisa, em suas diretrizes, posiciona o medicamento como um adjuvante à dieta e ao exercício físico, inicialmente voltado para o controle glicêmico de adultos com diabetes tipo 2.

A importância da mudança de comportamento

Um dos maiores equívocos apontados por Regoto é a crença de que o medicamento substitui a necessidade de reeducação alimentar e prática de exercícios. Embora a substância auxilie no controle da saciedade, ela não altera, por si só, os hábitos que levaram o paciente ao quadro de obesidade.

Para sustentar a perda de peso a longo prazo e evitar o chamado efeito rebote, o especialista defende a integração de estratégias complementares. Além da nutrição e atividade física, o uso de tecnologias como a neuromodulação — que auxilia no controle da compulsão — pode ser um recurso seguro e eficaz quando aplicado de forma personalizada.

Riscos e cuidados com o uso sem supervisão médica

O uso indiscriminado de medicamentos, muitas vezes baseado na experiência de terceiros, apresenta riscos severos à saúde. Rubem Regoto alerta que a dosagem e o protocolo devem ser estritamente definidos por um médico, considerando a tolerabilidade e as condições específicas de cada paciente.

Os efeitos colaterais mais comuns incluem quadros gastrointestinais como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Contudo, o especialista adverte para complicações mais graves, como pancreatite, problemas na vesícula e desidratação. Além disso, a procedência do produto é um fator crítico, com registros de apreensões pela Anvisa devido a irregularidades e riscos associados a medicamentos falsificados ou mal conservados.

Para mais informações sobre diretrizes de saúde, consulte o portal oficial da Anvisa.

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