A cantora Iza, aos 36 anos, tem direcionado parte de suas reflexões pessoais para os desafios que a maternidade impõe na era digital. Em entrevista concedida à revista CLAUDIA, a artista abriu o jogo sobre a preocupação com o futuro de sua filha, Nala, fruto de seu relacionamento com o jogador de futebol Yuri Lima. O foco central do debate proposto pela cantora é a pressão estética e como a exposição precoce às redes sociais pode moldar a percepção de autoimagem das novas gerações.
O papel do exemplo na construção da autoestima
Para Iza, a educação de Nala, nascida em outubro de 2024, passa obrigatoriamente pelo enfrentamento de suas próprias inseguranças. A artista reconhece que, para transmitir uma relação saudável com o corpo, é necessário que ela mesma demonstre, na prática, que a felicidade não está atrelada a padrões rígidos.
Ao abordar o tema, a cantora enfatizou que não pretende apenas oferecer conselhos verbais à filha. O objetivo é criar um ambiente doméstico onde a aceitação das características individuais seja a norma, combatendo a necessidade de transformações físicas constantes em busca de uma aceitação externa que, muitas vezes, é inalcançável.
A influência das redes sociais e a distorção da imagem
Um dos pontos de maior atenção na fala da artista é o impacto da tecnologia na formação da identidade infantil. Iza manifestou receio quanto à forma como as lentes dos celulares e os filtros digitais podem distorcer a realidade, criando uma percepção deturpada do que é o corpo humano.
A cantora alerta que muitas pessoas ignoram como as distorções causadas por câmeras e produções digitais afastam a imagem da realidade. O desejo de Iza é que Nala aprenda a se enxergar através de seus próprios olhos, e não sob a ótica de telas ou algoritmos que frequentemente impõem padrões de beleza inatingíveis e imediatistas.
Definição de beleza e identidade na maternidade
Ao definir o que considera belo, Iza associa o conceito à autenticidade e à confiança. Para ela, a beleza reside na coragem de ser quem se é e no amor próprio, elementos que ela pretende cultivar na criação de sua filha desde os primeiros anos de vida.
A artista acredita que o sentimento de ser amada e segura é o alicerce para que uma criança cresça confiante. Ao priorizar a identidade em vez das tendências passageiras, Iza busca blindar Nala contra as cobranças excessivas de um mundo que exige resultados rápidos e comportamentos restritivos em relação à aparência.





