A atriz Kátia D’Angelo, rosto marcante da televisão brasileira nas décadas de 1970 e 1980, vive hoje uma rotina reservada, longe do estrelato que a consagrou. Ela ganhou notoriedade nacional ao interpretar Toninha, a irmã da protagonista Nice, na primeira versão da novela Anjo Mau, exibida em 1976. O papel, escrito por Cassiano Gabus Mendes, consolidou seu nome na dramaturgia.
Ao longo de sua carreira, Kátia participou de produções como Pecado Rasgado e O Amor é Nosso. No cinema, destacou-se em O Caso Cláudia e contracenou com Claudio Marzo em Fulaninha. Após anos de dedicação à atuação, sua última aparição na TV foi no remake de Ti Ti Ti, em 2010. Recentemente, a artista revelou ter buscado uma vida mais simples, morando por um período no interior do Rio de Janeiro, em Paraty, antes de seguir novos caminhos.
A vida pessoal da atriz, no entanto, foi marcada por uma tragédia profunda. Em 1997, seu filho mais velho, Roni, foi assassinado aos 26 anos. O crime, que teve grande repercussão na época, ocorreu na favela Vila Aliança, na Zona Norte carioca, onde o corpo foi encontrado com mais de 15 tiros.
Superação e lembranças familiares
Em relatos passados, Kátia compartilhou que o filho enfrentava desafios com dependência química e transtorno bipolar. Ela descreveu a convivência como um período de extremos, marcado por episódios de tensão doméstica. A atriz admitiu que o medo constante pelo bem-estar de Roni afetava diretamente sua rotina profissional, levando-a, por vezes, a se atrasar para gravações.
Após a perda, Kátia descreveu ter sentido seu mundo desmoronar, o que a afastou temporariamente da carreira artística. Para se reerguer, ela passou a dedicar-se ao ensino, atuando como professora de interpretação e auxiliando na formação de novos atores. Mesmo décadas depois, a atriz mantém viva a memória do primogênito, frequentemente prestando homenagens em suas redes sociais, onde compartilha fotos antigas ao lado de Roni e de seu filho mais novo, Thiago.





