Aos 35 anos, Laíze Câmara assume um novo desafio como apresentadora do programa Vitrine, na TV Cultura. A atração, que marcou gerações nos anos 90 e 2000, retorna à grade após 15 anos. A artista, que já transitou pela engenharia civil, atuação, direção e roteiro, reflete sobre sua jornada multifacetada e a coragem de seguir a paixão pelas artes.
Da Engenharia Civil aos palcos e telas
Ainda aos 14 anos, Laíze já demonstrava sua paixão pelo teatro, dando aulas de Matemática e Física para custear os estudos. Apesar de ter se formado em Engenharia Civil, a vocação artística prevaleceu. A transição, segundo ela, foi impulsionada pela ausência de medo do desconhecido e pela constante busca por novas possibilidades na vida.
“Eu tinha medo de muitas coisas, mas nunca tive medo do desconhecido”, revelou Laíze em entrevista à CARAS. Ela sempre sentiu que a vida oferece muitas janelas, sem se prender a previsões. A artista abraçou o universo das artes, explorando diversas áreas como atuação, direção, roteiro e edição.
Laíze Câmara e o retorno do Vitrine
O convite para apresentar o Vitrine foi recebido com uma mistura de euforia e alívio. Laíze já construía sua carreira na TV Cultura em outras funções, e viu na oportunidade a chance de unir sua experiência à comunicação diante das câmeras. Para ela, foi como se as peças de sua trajetória se encaixassem.
O programa Vitrine é um marco na televisão brasileira, conhecido por acompanhar as transformações da comunicação. Laíze expressou sua alegria, gratidão e a grande responsabilidade de comandar uma atração com tamanha história e relevância cultural.
Versatilidade e o fio condutor da curiosidade
Laíze Câmara não se limita a uma única função. Ela atua, dirige, escreve e edita. No entanto, é na direção que ela sente que todas as suas habilidades se encontram, revelando sua identidade de conectar ideias, liderar equipes e criar narrativas. “É dirigindo que essas habilidades se encontram e me sinto mais eu”, afirmou.
A transição da Engenharia para as artes não foi isenta de receios, especialmente durante a faculdade. O medo diminuiu quando ela obteve seu primeiro contrato no audiovisual. A artista percebeu que o medo não fazia sentido, dado o seu empenho e sucesso na área artística.
Desafios da comunicação e saúde mental
O Vitrine, sob sua nova apresentação, propõe reflexões sobre comunicação, inteligência artificial e consumo de conteúdo. Laíze destaca o desafio de manter a profundidade em um cenário que prioriza a rapidez. É crucial, segundo ela, que a comunicação evolua sem abrir mão da reflexão, responsabilidade e pensamento crítico.
Assumir a frente das câmeras como apresentadora trouxe uma nova dimensão de responsabilidade, tornando-a a ponte entre o conteúdo e o público. O fio condutor de toda a sua jornada é a curiosidade, que a impulsiona a investigar e compreender pessoas e o mundo, sempre buscando contar histórias que provoquem reflexão.
Sonhos artísticos e equilíbrio na vida
Ao imaginar a Laíze de 14 anos, a artista acredita que a menina ficaria surpresa com os caminhos inesperados que a vida tomou. “Nunca imaginei que aquele curso fosse abrir tantas janelas”, disse. Apesar de um universo inicial pequeno, a coragem nunca lhe faltou.
Para manter o equilíbrio entre tantos projetos, Laíze está aprendendo a estabelecer limites e a dizer “não”. Ela reconhece que a saúde mental depende dessa capacidade. Além disso, reserva tempo para atividades prazerosas, como cantar, que a reconectam consigo mesma. Entre seus sonhos artísticos, estão a direção de um longa-metragem autoral de ficção, a atuação em um monólogo e a criação de um espetáculo musical.





