Mila Seidl, viúva do influenciador e especialista em aviação Lito Sousa, compartilhou detalhes sobre o desejo final do marido em relação às suas cinzas. Após a cremação realizada na última semana, a família seguirá um planejamento que homenageia a trajetória profissional e a vida pessoal do criador de conteúdo, falecido aos 59 anos.
A decisão de dividir as cinzas em locais simbólicos foi revelada por Mila como uma forma de honrar a conexão profunda que Lito mantinha com o setor aéreo. O influenciador, que dedicou três décadas de sua vida ao trabalho em aeroportos, também é lembrado pelo projeto “Aviões e Músicas”, que conquistou milhares de seguidores na internet.
A viúva aproveitou o momento para expressar seu apoio a uma campanha popular que busca renomear o Aeroporto Internacional de Guarulhos em memória de Lito. Para ela, a iniciativa é um reconhecimento justo da importância que o terminal teve na carreira e na história pessoal do especialista.
Locais de homenagem e despedida
Conforme o desejo manifestado pelo próprio Lito, as cinzas serão distribuídas em três pontos distintos. O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, foi escolhido por representar o início de sua trajetória na aviação. Já o Aeroporto de Guarulhos, onde passou boa parte de sua carreira, era visto por ele como um “paraíso”.
O terceiro local possui um significado mais íntimo e reservado, voltado para a família. Mila Seidl explicou que esse ponto final é de extrema importância para ela e para o filho do casal, de sete anos, servindo como um espaço de conexão pessoal com a memória do influenciador.
Luta contra doença rara
O falecimento de Lito Sousa, ocorrido no dia 1º de outubro, foi causado pela Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurológica rara e degenerativa. Durante o velório, Mila descreveu a rapidez com que a condição progrediu, transformando o quadro clínico em poucos dias.
O influenciador havia anunciado em julho que tratava um câncer de próstata, mas novos sintomas, como dormência e perda de movimentos, levaram ao diagnóstico da DCJ em agosto. Apesar da mobilização familiar para buscar tratamentos experimentais e da autorização da Anvisa para importação de medicamentos, a doença avançou de forma avassaladora, impedindo uma melhora no estado de saúde do mecânico.





