A dançarina e influenciadora digital Lore Improta utilizou suas redes sociais na noite da última quinta-feira para abordar abertamente os desafios do puerpério após o nascimento de seu filho caçula, Levi, fruto de seu casamento com o cantor Léo Santana. Em um relato sincero e emocionante, ela descreveu a intensa fragilidade emocional vivenciada, especialmente após um parto desgastante, e a importância de validar os sentimentos femininos nesse período, que muitas vezes é romantizado e pouco discutido abertamente.
Ao compartilhar um vídeo em que aparece visivelmente emocionada, Lore destacou a necessidade de mais conversas sobre o tema. A influenciadora ressaltou que o puerpério é uma fase que impacta profundamente a saúde mental da mulher, gerando uma série de questionamentos e inseguranças que podem ser avassaladores.
A complexidade do puerpério e a montanha-russa emocional
Lore Improta iniciou seu desabafo sublinhando que o puerpério ainda é um assunto que carece de validação e discussão na sociedade. Ela descreveu a experiência como um período em que “a cabeça vira um turbilhão e os sentimentos vêm de uma forma incontrolável”, gerando uma série de dúvidas e angústias profundas.
Pensamentos como “será que vou dar conta?”, “será que vai passar?” e “será que vai interferir no meu trabalho e no meu relacionamento?” são comuns, segundo seu relato. Mesmo quando a razão indica que é apenas uma fase transitória, o coração é dominado pela angústia, que se manifesta de maneira intensa e muitas vezes sem um motivo aparente, tornando a experiência ainda mais desafiadora para a mulher.
Experiências distintas: Liz e Levi na maternidade
Mãe de Liz, de 4 anos, Lore Improta confessou que acreditava que a experiência com o segundo filho seria mais tranquila, pois já possuía algum conhecimento sobre o processo. No puerpério da primogênita, ela enfrentou noites difíceis, cólicas da bebê, problemas com a amamentação e a dificuldade em retomar pequenas coisas que lhe faziam bem, sentindo que não voltaria a ser ela mesma.
No entanto, o nascimento de Levi trouxe uma nova série de questionamentos e uma angústia que se mostrou igualmente intensa. Ela percebeu que, apesar de ter mais certezas sobre a transitoriedade da fase, os desafios emocionais e psicológicos se apresentaram de outras formas, reafirmando a singularidade de cada experiência de maternidade. A dançarina destacou que o parto de Levi foi “bem desgastante e cansativo”, e ao chegar em casa, a ficha caiu sobre a nova realidade com dois filhos, gerando um medo latente de reviver todas as dificuldades anteriores e de como seria a dinâmica familiar agora.
Recuperação física e o impacto na produção de leite
Com o passar das semanas, Lore Improta notou que a adaptação de Levi foi, de fato, mais tranquila em comparação à de sua irmã. O bebê apresentou menos cólicas, dormiu e mamou melhor, e a influenciadora conseguiu cuidar mais de sua alimentação para auxiliar nesse processo. Contudo, a recuperação da cesárea foi mais lenta do que ela imaginava, apresentando inflamações significativas que exigiram o uso de diversos medicamentos.
Essa condição física teve um impacto direto na produção de leite, adicionando mais uma camada de dificuldade a um período já delicado. A lentidão na recuperação e os desafios com a amamentação, mesmo com um bebê mais adaptado, evidenciam como o corpo e a mente da mulher estão interligados no puerpério, e como um aspecto pode influenciar profundamente o outro.
A força da rede de apoio em meio à vulnerabilidade
Apesar de contar com uma rede de apoio “muito presente”, Lore Improta relatou que enfrentou momentos de choro incontrolável e profunda vulnerabilidade. Ela descreveu que “só conseguia olhar para todo mundo e chorar”, sem um motivo específico que pudesse identificar ou controlar. Essa experiência sublinha que, mesmo com privilégios e suporte, o puerpério pode ser uma jornada emocionalmente exaustiva.
A dançarina fez questão de reconhecer seu privilégio em ter esse suporte, o que, segundo ela, tornou seu puerpério “mais leve do que poderia ter sido”. No entanto, ela enfatizou que, mesmo nessas condições favoráveis, as dificuldades emocionais e a angústia se manifestaram intensamente. Sua mensagem final foi de encorajamento e validação para outras mães: “Se está passando por isso, saiba que você não é fraca”. A transparência de Lore contribui para desmistificar o puerpério e fortalecer a discussão sobre a saúde mental materna. Para mais informações sobre saúde materna, você pode consultar o site da Organização Mundial da Saúde.





