Após o estrondoso sucesso da personagem Patrícia na novela Amor à Vida, exibida em 2013, a trajetória de Maria Casadevall tomou um rumo inesperado pelo grande público. Em um momento em que a estabilidade contratual era a meta almejada pela maioria dos talentos da televisão brasileira, a atriz optou por declinar de uma proposta de contrato longo com a Globo, priorizando a diversificação de sua carreira e a busca por autonomia artística.
A busca por liberdade e novas linguagens artísticas
A decisão de Maria Casadevall não foi motivada por falta de propostas, mas por uma necessidade interna de explorar outros horizontes. Em entrevista concedida ao colunista Ricky Hiraoka, do Splash UOL, em novembro de 2025, a atriz relembrou que, embora a escolha fosse considerada atípica para os padrões da época, ela ocorreu de forma natural e intuitiva.
A atriz sentia que precisava retomar o contato com suas raízes no teatro e explorar o cinema. Esse desejo de autonomia a levou a se afastar do modelo de exclusividade televisiva para se dedicar a projetos que permitissem maior experimentação. Ela reforçou que sua intuição pedia um caminho que garantisse a liberdade criativa necessária para o seu amadurecimento profissional.
O papel do teatro na trajetória da atriz
O retorno aos palcos foi um pilar fundamental nessa nova fase. Maria Casadevall já possuía um histórico sólido com a companhia Os Satyros, em São Paulo, onde iniciou sua trajetória em 2009 com peças como Roberto Zucco. Essa bagagem foi decisiva para que ela não se sentisse limitada ao formato das novelas.
Em 2025, a atriz consolidou esse movimento ao estrelar o espetáculo Um Dia Muito Especial, ao lado de Reynaldo Gianecchini. A peça, ambientada na Itália durante o regime fascista, permite que ela explore temas complexos como a pressão social e a busca por identidade, distanciando-se do perfil de personagens que interpretou anteriormente na televisão.
Reflexões sobre autonomia e identidade
Para Maria Casadevall, a escolha profissional é indissociável de suas convicções pessoais. A atriz, que se define como uma mulher lésbica e feminista, aponta que o direito à escolha é uma conquista que deve ser reivindicada constantemente. Ela traça paralelos entre sua vida e a de sua personagem, Antonieta, destacando como o contexto social pode restringir a liberdade individual.
Além disso, a atriz destacou a influência de sua companheire, Airam Mares, em seu processo de transformação. Segundo ela, o encontro com Airam e a manifestação artística de seu parceiro foram fundamentais para que ela buscasse, com ainda mais profundidade, a verdade em seu próprio fazer artístico, consolidando uma carreira pautada pela busca constante por aprendizado e novos encontros.
Para mais detalhes sobre a trajetória da atriz, acesse a fonte original em CARAS Brasil.





