Aos 58 anos, a atriz Mônica Martelli enfrenta um momento de transição familiar comum a muitos pais: a preparação para o chamado “ninho vazio”. Com sua filha, Júlia Marques, de 17 anos, prestes a seguir novos caminhos, a artista reflete sobre o misto de sentimentos que envolve o processo de independência da jovem.
Em entrevista recente, Martelli admitiu que o exercício de aceitação é diário. Embora racionalize que o papel dos pais é criar os filhos para o mundo, ela não esconde a emoção ao pensar na distância que a nova fase pode trazer. “Tento me preparar todos os dias. Sei que vou morrer de saudade, mas a gente cria os filhos para serem felizes, não para nós”, afirmou.
Com o bom humor que lhe é característico, a atriz brincou sobre os limites que pretende manter diante dessa nova realidade. “Já avisei que, se eu passar muito mal, vou atrás, que vai ser papelão”, comentou, reforçando que, apesar da vontade de estar presente, reconhece a importância da autonomia da filha.
Parceria com Ingrid Guimarães e novos projetos
O tema da maternidade e das relações familiares também permeia o trabalho recente da atriz. No filme Minha Melhor Amiga, Mônica Martelli divide a tela com a amiga de longa data Ingrid Guimarães. Na trama, as duas interpretam mães que decidem embarcar em uma viagem pela Europa para reencontrar suas filhas.
A produção marca a primeira vez que as duas atrizes, amigas há 30 anos, atuam juntas profissionalmente. A química entre elas no set foi tão positiva que a dupla já planeja novos desdobramentos para a história, incluindo a possibilidade de uma série ou uma sequência cinematográfica.
Para Martelli, o projeto é uma celebração da mulher madura. “Estamos lançando um filme sobre mulheres de mais de 50 anos que estão aí para o jogo, que querem viver, beijar e aproveitar a vida”, concluiu a artista, reforçando a importância de representar essa fase com leveza e autenticidade.





