O projeto Oxe é Jazz retorna a Salvador nesta sexta-feira e sábado, consolidando-se como um dos principais pontos de encontro para os entusiastas do jazz e do blues na capital baiana. Com curadoria do guitarrista e produtor Eric Assmar, a iniciativa ocupa o Parque Costa Azul, oferecendo uma programação diversificada que mescla talentos consagrados e novos nomes da cena instrumental contemporânea.
A proposta central do evento é democratizar o acesso à música de qualidade, ocupando espaços públicos e fomentando a economia criativa local. Além das apresentações musicais, o festival conta com uma estrutura de expositores que oferecem artesanato, gastronomia e atividades voltadas para o público infantil, transformando o parque em um ambiente de convivência cultural.
Programação e talentos da cena baiana
A primeira noite do festival destaca o guitarrista e compositor Raoni Maciel, que recebe a cantora e clarinetista Vanessa Melo. O encerramento da sexta-feira fica por conta do próprio Eric Assmar, que convida o trompetista Joatan Nascimento para uma performance colaborativa.
No sábado, o evento segue com o quinteto de Laurent Rivemales, do projeto Jazz na Avenida, em uma homenagem ao baterista Art Blakey. O grupo é formado por Remo Bianco, Fernando Miranda, Bruno Aranha e Giroux Wanziler. O encerramento da edição traz o guitarrista Márcio Pereira, que apresenta seu trabalho solo acompanhado pela cantora Cinara, explorando influências de R&B e soul.
Impacto cultural e identidade musical
Para Eric Assmar, a realização do evento em praça pública é fundamental para a produção contemporânea na Bahia. O curador destaca que a regularidade do projeto ajuda a fidelizar o público e a atrair novos ouvintes para o gênero, aproveitando a diversidade cultural do estado como um diferencial criativo.
O guitarrista Raoni Maciel reforça a singularidade do jazz produzido em Salvador. Segundo o artista, a influência da cultura local é inevitável e confere uma identidade própria às composições, que frequentemente incorporam elementos do groove afro-brasileiro e atitude rock, criando uma ponte entre o público e a música instrumental.
Origem e democratização do acesso
Idealizado por Patrícia Werneck, CEO da produtora Mais Ações Integradas, o nome do festival reflete a surpresa positiva de encontrar música de alta qualidade em espaços abertos. A iniciativa, que já percorreu cidades do interior, encerra sua sequência atual em Salvador após uma primeira etapa realizada em janeiro de 2026.
A expectativa para esta edição é de um público expressivo, motivado pela qualidade da curadoria e pela abertura da plateia baiana a novas sonoridades. Mais informações sobre a cena musical local podem ser acompanhadas através da Rádio Educadora FM, que frequentemente apoia a difusão da produção artística do estado.




