O cantor Netinho, um dos nomes mais emblemáticos do axé music, faleceu nesta terça-feira, 13, aos 60 anos. O artista estava internado em uma unidade hospitalar em Salvador, na Bahia, onde recebia cuidados médicos.
Desde 2025, o músico enfrentava um tratamento contra um linfoma não Hodgkin do tipo B. A notícia do falecimento foi confirmada pela assessoria de imprensa do cantor por meio de uma nota oficial divulgada em suas redes sociais.
Segundo o comunicado, a condição de saúde do artista se agravou nos últimos meses, evoluindo para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos. A equipe destacou a trajetória de sucesso e o carisma do cantor, ressaltando que ele partiu com um sentimento de realização pessoal.
Despedida reservada e legado musical
Em conformidade com um desejo expresso pelo próprio cantor, a família optou por realizar uma cerimônia de despedida restrita. O velório e a cremação ocorrerão em caráter privado, contando apenas com a presença de familiares e amigos mais próximos.
A nota oficial também agradeceu as manifestações de carinho recebidas pelos fãs e admiradores ao longo do período de tratamento. A família solicitou respeito à privacidade neste momento de luto.
Trajetória de Netinho no cenário nacional
Netinho foi uma figura central na popularização do axé music no Brasil. Sua carreira ganhou projeção nacional no final da década de 1980, quando assumiu os vocais da Banda Beijo. O sucesso de faixas como “Beijo na Boca” ajudou a consolidar o ritmo baiano em todo o território brasileiro.
Ao seguir carreira solo a partir de 1993, o artista alcançou o estrelato com o hit “Milla”. A canção tornou-se um marco na música popular brasileira, sendo regravada diversas vezes e mantendo-se presente no repertório de festas e carnavais por décadas. Além de sua relevância musical, Netinho foi pioneiro ao levar trios elétricos para fora da Bahia, como a histórica apresentação na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, em 1992.




