O cenário do entretenimento digital recebe uma nova proposta com a estreia de Nas Profundezas do Amor, a mais recente novelinha vertical do Globoplay. Com lançamento marcado para 25 de agosto, a produção dos Estúdios Globo promete redefinir a experiência de consumo de narrativas dramáticas, adaptando-se ao formato ágil e dinâmico das plataformas móveis. A trama central envolve um romance proibido entre Serena, interpretada por Jeniffer Dias, e Romualdo, vivido por Joaquim Lopes, herdeiros de clãs rivais no setor de mineração, um conflito que desvenda segredos antigos, tragédias e um desejo ardente de vingança.
Assinada por Paulo Ferreira e com direção de Cristiano Marques, a novelinha é composta por 50 capítulos, cada um com aproximadamente dois minutos de duração, um formato estrategicamente concebido para o consumo rápido em dispositivos móveis. Antes de sua chegada ao público, o elenco e a equipe de direção compartilharam, em uma coletiva de imprensa, detalhes sobre os bastidores e os desafios inerentes a essa inovadora forma de contar histórias.
Ritmo acelerado e a intensidade das gravações
A transição do formato tradicional da televisão para a novela vertical impôs um ritmo de trabalho particularmente intenso aos atores. Muitos, com vasta experiência em produções televisivas, destacaram a necessidade de uma adaptação rápida e a demanda física e emocional que o novo modelo exige.
Thaila Ayala, que encarna a vilã Zara, descreveu a experiência como significativamente mais acelerada. Segundo a atriz, cada episódio de apenas dois minutos precisa entregar uma grande revelação ou um conflito impactante para manter a atenção do espectador. Essa compressão narrativa resultou em uma carga dramática e física elevada, onde os personagens vivenciam em 50 capítulos o que em uma novela tradicional se desdobraria em mais de cem episódios. A atriz expressou entusiasmo em aceitar o desafio de dar vida a uma vilã tão complexa e divertida.
A construção de personagens em tempo recorde
A agilidade na produção também se estendeu à preparação dos atores para seus respectivos papéis, exigindo uma dedicação concentrada e eficaz. A necessidade de imersão rápida e a evolução constante dos personagens foram pontos cruciais.
Jeniffer Dias, que interpreta Serena na fase inicial da trama, destacou o ritmo acelerado tanto na preparação quanto nas gravações. A atriz, que divide a personagem com Jessica Córes, celebrou a oportunidade de trabalhar ao lado de uma colega de escola de teatro, descrevendo a experiência como um desafio prazeroso e uma chance de explorar novas formas de narrativa. Jeniffer ressaltou a doçura de Serena, uma mocinha que, apesar de sua natureza, se vê constantemente envolvida em situações turbulentas.
Jessica Córes, que assume o papel de Carmem Quevedo na segunda fase da história, revelou que sua preparação foi intensiva e totalmente online, concluída em apenas cinco dias. Ela enfatizou a presença constante da carga dramática, onde cada cena exige um objetivo claro e uma evolução contínua, sem a possibilidade de deixar mensagens em aberto para episódios futuros. A atriz descreveu o processo como um “exaustivo gostoso”, realizando o sonho de vivenciar um set de filmagem com tamanha intensidade.
Perspectivas dos veteranos sobre a inovação
A chegada da novela vertical ao Globoplay também provocou reflexões entre os atores mais experientes, que viram no formato uma oportunidade de inovar e expandir o mercado audiovisual, apesar das críticas iniciais e da necessidade de adaptação.
Joaquim Lopes, o Romualdo da trama, expressou sua satisfação em fazer parte dos primeiros passos da novela vertical na TV Globo, elogiando a direção, o elenco e o texto. Ele abordou as críticas iniciais ao formato, sugerindo que muitas vezes há uma pressa em julgar o desconhecido. Para Lopes, a maior diferença em relação às novelas tradicionais foi a limitação de tempo para aprofundar o personagem, um desafio mitigado pelo rico trabalho de mesa realizado antes das gravações, que ofereceu caminhos importantes para a construção de seu papel.
A renomada atriz Ana Beatriz Nogueira, que interpreta Madalena, mãe de Romualdo, considerou a experiência “muito bacana”, destacando a alta qualidade técnica da equipe, comparável a qualquer outra produção de série ou minissérie. Mesmo com décadas de carreira, Ana Beatriz admitiu que o formato ainda representa um aprendizado contínuo, expressando a necessidade de assistir à novelinha para compreender plenamente suas nuances. Ela também salientou o potencial do novo modelo para gerar mais oportunidades de trabalho para profissionais de todas as idades no setor.
A estreia de Nas Profundezas do Amor no Globoplay marca um momento significativo para o audiovisual brasileiro, explorando um formato que busca atender às novas demandas de consumo de conteúdo. A experiência do elenco, que se desdobrou em um ritmo acelerado e intenso, demonstra a versatilidade e o comprometimento dos profissionais em se adaptar às inovações, prometendo uma trama envolvente e acessível aos espectadores.
Para mais informações sobre as produções do Globoplay, visite o site oficial.





