Ícone da música raiz ao lado de Tião Carreiro, o cantor Pardinho encontrou no interior de São Paulo o seu lugar de descanso definitivo. O sítio, localizado no município de Piedade, permanece preservado pela família, mantendo viva a memória do artista que faleceu em 2001.
O local serve como ponto de encontro para a viúva, Dona Lucília, além de filhos e netas. O ambiente mantém a simplicidade da vida no campo, com a presença constante da natureza e o som da viola, que continua sendo uma marca registrada das reuniões familiares nos fins de semana.
A propriedade é um retrato fiel da personalidade do músico. Longe dos palcos e da rotina intensa de apresentações, ele buscava ali a tranquilidade necessária para recarregar as energias, cercado por tradições que ele mesmo ajudou a perpetuar durante décadas de carreira.
A transformação do galpão em ponto de encontro
Um dos destaques da propriedade é um galpão rústico que, originalmente, servia para o armazenamento de cebolas e maquinário agrícola. Em vez de modernizar o espaço, Pardinho optou por manter a estrutura original, adaptando-a para receber um fogão a lenha e uma churrasqueira.
Este ambiente tornou-se o coração da residência. É onde a família se reúne logo ao chegar, priorizando o convívio social e as conversas prolongadas. O local reflete a autenticidade do artista, que valorizava as raízes rurais acima de qualquer luxo.
Acervo musical preservado pela família
Dentro da casa principal, a história da música sertaneja é celebrada através de um acervo cuidadosamente mantido. Dona Lucília guarda toda a discografia do marido, que inclui o primeiro LP gravado por ele aos 21 anos, além de raridades de parcerias com Pardal e João Mulato.
Ao todo, são 63 discos da lendária dupla com Tião Carreiro, além de fotos, cartazes de shows e objetos pessoais, como o chapéu de palha que o cantor costumava usar. O legado musical também segue vivo através de seu filho, Carlos Henrique, o Pardinho Filho, que também seguiu carreira artística.
Legado e memórias em Piedade
A escolha de Piedade como lar definitivo não foi por acaso. O cantor, que faleceu em 2001, pediu para ser sepultado no cemitério local, mantendo sua ligação eterna com a terra que tanto amou. Hoje, o sítio continua cumprindo sua função de unir a família, mantendo viva a memória de um dos maiores nomes da viola brasileira.





