O cantor e ator Paulo Miklos, conhecido por sua trajetória marcante nos Titãs, abriu as portas de sua residência no bairro do Morumbi, em São Paulo. O imóvel, que reflete a personalidade do artista, funciona como um verdadeiro museu particular, abrigando décadas de memórias musicais e afetivas.
A casa foi planejada em conjunto com sua esposa, a produtora Renata Galvão. O objetivo do casal foi criar um ambiente que equilibrasse o conforto doméstico com um espaço dedicado à criação artística, integrando peças de valor histórico e objetos contemporâneos.
Entre os itens que compõem o cenário, destacam-se objetos herdados da avó do músico, dona Violeta, que durante anos foi proprietária de uma loja de abajures. A decoração também conta com obras de arte, como quadros de José Roberto Aguilar, e registros da época em que Miklos integrou a Banda Performática ao lado de Arnaldo Antunes.
A importância do piano de 1887 na escolha do imóvel
Um dos itens mais valiosos da residência é um piano de meia cauda datado de 1887. O instrumento, que passou por uma restauração minuciosa de seis meses, foi o fator decisivo para a escolha da casa. Miklos e Renata precisavam de um local com espaço suficiente para acomodá-lo.
A história da aquisição do piano envolveu superação logística. Originalmente localizado no oitavo andar de um prédio no Rio de Janeiro, o instrumento precisou ser içado para ser retirado. A insistência de Renata foi fundamental para que o músico não desistisse do objeto após ver um vídeo da antiga proprietária tocando uma peça no piano.
Acervo musical e memórias da carreira
O andar superior da casa funciona como um santuário de trabalho e recordação. O espaço é equipado com uma vasta coleção de instrumentos, incluindo guitarras, violões, bandolim e banjo, além de uma série de pedais de efeitos. Entre as peças raras, destaca-se um trompete que pertenceu ao lendário músico de jazz norte-americano Chet Baker.
As paredes do refúgio exibem troféus, discos de ouro e platina, além de cartazes que remetem a momentos icônicos, como o Festival de Jazz de Montreux de 1988, onde os Titãs se apresentaram. Na escadaria, um pôster do filme O Invasor, de 2001, celebra a estreia de Miklos como ator, consolidando sua trajetória multifacetada nas artes.





