A apresentadora Regina Casé mantém uma trajetória consolidada nas artes cênicas e na televisão brasileira. Discreta quanto à vida privada, ela compartilha uma união de 26 anos com o diretor, roteirista e produtor Estêvão Ciavatta. O casal oficializou o matrimônio em 30 de outubro de 1999 e, ao longo das décadas, precisou enfrentar desafios significativos que testaram a resiliência de ambos.
Um dos episódios mais críticos ocorreu em 2008, quando Ciavatta sofreu um grave acidente enquanto praticava equitação em Mangaratiba, na Costa Verde do Rio de Janeiro. Durante o incidente, o diretor foi arremessado do animal e sofreu uma queda violenta, que resultou em uma lesão medular severa e na perda imediata dos movimentos corporais.
O relato detalhado desse período difícil integra o livro “No passo da cobra”, obra de autoria de Ciavatta com lançamento previsto para novembro. Em trechos antecipados pela coluna Play, do jornal O Globo, o produtor descreve o momento em que, mesmo imobilizado e em meio a uma poça de sangue, conseguiu manter a calma para orientar o socorro e contatar a esposa.
Processo de recuperação e limitações
Após o acidente, Ciavatta enfrentou três semanas de internação hospitalar e um longo período de reabilitação. A perda total dos movimentos durou cerca de seis meses. Atualmente, o diretor mantém uma rotina rigorosa de condicionamento físico, realizada três vezes por semana, para preservar a independência conquistada.
Ele admite que, embora tenha recuperado grande parte de suas funções, ainda convive com sequelas. O produtor estima ter atingido cerca de 80% de sua capacidade física anterior, lidando com limitações persistentes de sensibilidade e movimento que exigem atenção contínua.
Adoção e novos caminhos
O projeto de aumentar a família, que já existia antes do acidente, precisou ser pausado durante a fase mais aguda da reabilitação de Ciavatta. Regina Casé, que já era mãe de Benedita, fruto de seu relacionamento anterior com o artista plástico Luiz Zerbini, retomou o plano de adoção assim que o marido recuperou as forças necessárias.
A chegada de Roque, em 2013, representou um ponto de virada emocional para o casal. Ciavatta descreve a adoção como uma luz que iluminou o caminho, proporcionando um novo propósito que o incentivou a cuidar ainda mais de sua própria saúde para acompanhar o crescimento do filho.





