A atriz Silvia Salgado, aos 72 anos, utilizou sua voz para combater estigmas relacionados ao tratamento de pacientes com Alzheimer. Em uma declaração recente, a artista rebateu a ideia de que visitar pessoas com a doença seria uma “perda de tempo” devido à falha na memória dos enfermos.
Silvia, que acompanha a jornada de sua mãe, de 96 anos, há mais de 13 anos, enfatiza que o afeto transcende a capacidade de recordar fatos. A atriz participa da campanha “Alzheimer: Vidas Que Inspiram”, que busca conscientizar a sociedade sobre a importância do acolhimento e da presença constante de familiares.
Sobre o comportamento de quem evita visitas, a atriz foi enfática: “Algumas pessoas acham que é perda de tempo dar atenção para quem tem Alzheimer. Dizem, ‘ah, ele não vai nem se lembrar que estivemos aqui’. E não é verdade”.
O poder do afeto no tratamento do Alzheimer
A atriz relata que, embora a memória seja severamente afetada pela condição, a resposta emocional da mãe permanece viva. Segundo ela, é possível notar um “encantamento” no olhar e no sorriso da idosa sempre que recebe visitas e carinho, provando que a conexão humana vai além da cognição.
Para Silvia, o acolhimento é o pilar central do cuidado. Ela defende que a segurança emocional proporcionada pelos entes queridos é um dos fatores mais valiosos para quem lida com a progressão da demência, superando, muitas vezes, o foco exclusivo em protocolos médicos.
Trajetória e carreira na televisão
Silvia Salgado consolidou seu nome na dramaturgia brasileira a partir da década de 1970. A atriz participou de produções icônicas como O Astro, Plumas e Paetês e a versão original de Ciranda de Pedra. Sua carreira é marcada por personagens de forte personalidade.
Recentemente, a atriz manteve sua presença no audiovisual, com destaque para sua atuação na minissérie Filhas de Eva, lançada em 2021. Além de sua carreira artística, ela hoje dedica parte de seu tempo a causas sociais, utilizando sua visibilidade para promover a conscientização sobre o Alzheimer.





