A banda Calcinha Preta, um dos maiores ícones do forró eletrônico brasileiro, atravessa um período de profunda tristeza em sua história recente. Nos últimos anos, o grupo sergipano enfrentou a perda de três ex-vocalistas que foram fundamentais para a construção de sua identidade musical e sucesso nacional.
As mortes, ocorridas entre 2021 e 2024, deixaram uma lacuna no cenário artístico e comoveram milhares de fãs que acompanharam a evolução do conjunto desde a sua fundação. Cada um desses artistas deixou um legado singular, contribuindo para que a banda se consolidasse como referência no gênero.
O falecimento de Rogério Valença e seu legado no forró
A perda mais recente na trajetória da banda foi a de Rogério Valença, que faleceu em 1º de outubro em Aracaju, Sergipe. O cantor integrou o grupo entre 1998 e 2000, período em que participou ativamente das gravações dos volumes 5 e 6 da discografia oficial.
Durante sua passagem, ele foi a voz de sucessos que se tornaram hinos do forró, como Eterno Amor, Louca por Você e Me Leva. Após sua saída, o artista seguiu carreira em outros grupos renomados do segmento, como Caviar com Rapadura e Mulheres Perdidas, consolidando sua importância no meio musical.
A comoção nacional pela partida de Paulinha Abelha
Em fevereiro de 2022, o Brasil acompanhou com pesar o falecimento de Paulinha Abelha, aos 43 anos. A cantora, que iniciou sua trajetória na banda em 1998, tornou-se o rosto e a voz mais emblemática do grupo, participando de mais de 20 álbuns e DVDs ao longo de sua carreira.
A artista foi internada inicialmente com sintomas de enjoo e tontura, mas seu quadro clínico evoluiu rapidamente para complicações renais e infecciosas. Mesmo após semanas de tratamento intensivo em um hospital de Aracaju, ela não resistiu. Sucessos como Louca Por Ti e Tutti-Frutti permanecem como marcos de sua passagem pela música.
O início da banda e a perda de Sidney Xuxu
A sequência de perdas teve início em 2021, com a morte de Sidney Xuxu, reconhecido como o primeiro vocalista da Calcinha Preta, fundada em 1995. O cantor foi vítima de um homicídio dentro de sua residência, em Aracaju, fato que chocou a comunidade artística.
Sua contribuição para o início do projeto foi fundamental, especialmente na interpretação da música Onde O Sonho Mora, gravada ao lado de Luciana Linhares. A morte de Sidney representou o primeiro grande baque para a formação original e para a história do grupo nesta década. Para mais informações sobre a trajetória do grupo, consulte o portal CARAS Brasil.





