Aos 74 anos, a atriz Vera Fischer utiliza sua trajetória de vida como um exercício constante de otimismo. Durante sua participação no Rio Innovation Week 2026, a artista abriu espaço para um relato pessoal sobre os desafios que moldaram sua personalidade, enfatizando a importância de cultivar conexões genuínas com seus filhos, fãs e o círculo social que a cerca.
A busca pelo otimismo diante de traumas familiares
Ao revisitar episódios dolorosos de sua história, Vera Fischer relembrou a perda precoce de seus pais e o falecimento trágico de seu único irmão, que morreu eletrocutado quando ela tinha apenas 20 anos. Para a atriz, a escolha pelo pensamento positivo não é uma negação da dor, mas uma ferramenta de sobrevivência necessária.
“Eu preciso ser alto astral. Preciso ter essa relação linda com meus filhos. Preciso ter essa relação com meus fãs”, declarou a artista. Ela reforça que, apesar das adversidades, mantém uma rotina pautada pela simplicidade, pelo convívio com seus dois gatos e pelo afeto que dedica às pessoas em seu cotidiano.
Marcas físicas e a resiliência na maturidade
A reflexão sobre o tempo também se estende aos cuidados com a saúde física. Em julho, a atriz compartilhou com o público o processo de recuperação de uma artroplastia total do joelho, procedimento que substitui superfícies articulares danificadas por uma prótese. Ao exibir a cicatriz da cirurgia, Vera Fischer traçou um paralelo entre as marcas corporais e as vivências da alma.
“A vida vai deixando marcas. Algumas aparecem na alma. Outras, no corpo”, pontuou. Para ela, a maturidade trouxe uma nova perspectiva sobre a aceitação: embora não tenhamos controle sobre todas as cicatrizes que a vida impõe, é possível decidir como conviver com cada uma delas, transformando o sofrimento em aprendizado.
Projetos futuros e o amor pela arte
Mesmo com a experiência acumulada, a atriz mantém o vigor para novos desafios profissionais. Ela afirma que o trabalho continua sendo um pilar central em sua vida, conciliando a agenda de compromissos com momentos de introspecção. Nos períodos de pausa, dedica-se a assistir filmes, ouvir música e consumir conteúdos voltados para a arte.
A postura de Vera Fischer diante da vida reflete um compromisso com o bem-estar emocional. Como ressaltado em seu depoimento, o amor é a palavra que guia suas escolhas. “Eu me amo! Eu amo as pessoas. Se não valer a pena, tudo bem, eu me retiro. Mas eu amo a palavra amor”, concluiu a artista, reafirmando sua filosofia de vida disponível em CARAS Brasil.





