O ator Victor Fasano celebra 68 anos nesta quarta-feira, dia 2, consolidado como uma figura que transita entre a memória afetiva do público brasileiro e uma nova realidade de vida. Conhecido por sua presença marcante nas novelas das décadas de 1990 e 2000, o artista hoje mantém uma rotina focada em bem-estar e causas ambientais, distanciando-se dos holofotes que o consagraram como um dos principais galãs da televisão nacional.
Com uma trajetória iniciada nas passarelas durante os anos 1980, Fasano construiu uma carreira sólida em produções de grande audiência. Seu currículo inclui papéis memoráveis em obras como Barriga de Aluguel, De Corpo e Alma, Tropicaliente, Torre de Babel e o sucesso global O Clone. Após seu último trabalho fixo na televisão, a série Conselho Tutelar, exibida pela Record em 2016, o ator optou por um afastamento voluntário do formato de novelas, declarando não ter pretensões de retornar ao gênero.
Rotina de saúde e foco na preservação ambiental
Mesmo afastado das câmeras, o vigor físico de Victor Fasano continua sendo um ponto de destaque. O ator, que possui 1,95 metro de altura, mantém uma disciplina rigorosa com o corpo, algo que cultiva desde a infância. Em registros recentes, ele detalhou que sua rotina atual combina a musculação tradicional com a prática de pilates, visando o fortalecimento da musculatura interna e a manutenção da saúde a longo prazo.
Além do esporte, o ex-galã dedica grande parte de seu tempo a projetos voltados à preservação ambiental. Essa mudança de foco reflete uma transição de carreira que prioriza causas ligadas à sustentabilidade e à proteção da natureza, áreas que ocupam o cotidiano do artista longe dos estúdios de gravação.
Disputa judicial sobre direitos de imagem
A relação de Victor Fasano com a indústria televisiva ganhou um novo contorno jurídico em 2025. O ator ingressou com uma ação judicial contra a Globo, questionando o uso de sua imagem em plataformas de streaming, como o Globoplay. O cerne da questão reside na interpretação dos contratos firmados no passado, que, segundo o artista, não previam a exploração comercial de sua imagem em serviços digitais modernos.
Fasano argumenta que, embora tenha recebido os valores estipulados em seus contratos originais para a exibição televisiva, a migração dessas obras para o ambiente digital configura uma nova forma de exploração. O processo busca, portanto, uma reavaliação da remuneração devida aos artistas pelo uso de seus trabalhos em catálogos de streaming, trazendo à tona um debate recorrente sobre direitos autorais e de imagem na era das plataformas digitais.





