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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (21) que o país realizou ataques contra três instalações nucleares no Irã: Fordow, Natanz e Esfahan. O Irã informou que “foi bombardeado pelas forças inimigas”.
“Concluímos com muito sucesso nosso ataque aos três locais nucleares no Irã, incluindo Fordow, Natanz e Esfahan”, declarou Trump em sua rede Truth Social.
Segundo o presidente americano, o alvo principal, Fordow, recebeu uma carga completa de bombas lançada por aeronaves B-2, caças estratégicos capazes de romper estruturas subterrâneas.
“Fordow se foi”, escreveu o presidente. “Todos os aviões estão agora fora do espaço aéreo iraniano e retornando em segurança.”

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O ataque ocorre após nove dias de conflito intenso entre Israel e Irã, com trocas de mísseis que atingiram cidades como Tel Aviv, Haifa e Jerusalém. Israel já havia anunciado planos para destruir as instalações nucleares iranianas.
“Parabéns aos nossos grandes guerreiros americanos. Não há outro exército no mundo que pudesse ter feito isso. Agora é a hora de paz”, escreveu Trump. “Esse é um momento histórico para os Estados Unidos, Israel e o mundo. O Irã agora deve concordar em acabar com esta guerra.”
O presidente afirmou que fará um pronunciamento oficial às 23h (horário de Brasília) para explicar os próximos passos da ofensiva.
Segundo informações da imprensa internacional, os EUA utilizaram bombardeiros B-2 Spirit, equipados com bombas convencionais de penetração profunda, conhecidas como bunker busters. A missão teria partido de bases militares no Oriente Médio e do território americano, sob rígido sigilo.
Ainda não há informações oficiais sobre o número de vítimas ou o impacto real nos reatores e centros de enriquecimento de urânio iranianos. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a ONU expressaram profunda preocupação com os desdobramentos da ofensiva.
Os ataques dos EUA ocorrem após uma série de confrontos entre Israel e Irã. Militares israelenses já haviam anunciado operações para atingir instalações nucleares iranianas. O Irã respondeu com mísseis disparados contra Tel Aviv, Jerusalém e Haifa.
Até o momento, o governo iraniano não se pronunciou oficialmente sobre a ofensiva americana.
Segundo analistas internacionais, a entrada direta dos EUA no conflito pode enfraquecer o regime iraniano, além de ameaçar a estabilidade regional.
“Por mais que o secretário de Defesa não queira outra guerra no Oriente Médio, não tem como não ajudar Israel a eliminar esse programa nuclear”, analisou o professor Gunther Rudzit, em entrevista ao g1.
A professora Priscila Caneparo avalia que os EUA são os únicos com capacidade real de neutralizar as usinas nucleares iranianas:
“Eles têm poder de fogo e inteligência para isso, diferentemente de Israel.”
O cientista político Maurício Santoro vê um risco de colapso do regime dos aiatolás, o que pode desencadear ainda mais radicalização e avanço de grupos como Hamas, Hezbollah e Houthis.
A ONU e líderes da União Europeia ainda não se manifestaram oficialmente sobre os ataques. O secretário-geral António Guterres alertou recentemente que a escalada do conflito pode sair de controle e gerar consequências imprevisíveis para todo o Oriente Médio.