O Papa Francisco, de 88 anos, segue internado no Hospital Gemelli, em Roma, para tratar uma pneumonia e insuficiência renal. Segundo comunicado do Vaticano nesta segunda-feira (24), o pontífice “dormiu bem e está descansando“, mas continua em estado crítico devido à complexidade de seu quadro clínico.
Desde sua internação em 14 de fevereiro, Francisco tem recebido oxigenoterapia de alto fluxo, transfusões de sangue e tratamento específico para problemas renais. Inicialmente diagnosticado com bronquite, exames posteriores confirmaram pneumonia em ambos os pulmões, agravando sua condição.
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Papa enfrenta complicações devido a histórico médico
A saúde do Papa Francisco é uma preocupação constante para o Vaticano. O pontífice tem histórico de problemas respiratórios desde a juventude, quando sofreu de pleurisia e precisou remover parte de um pulmão. Sua suscetibilidade a infecções pulmonares torna casos como esse mais preocupantes.
Além disso, o Vaticano revelou que Francisco também apresenta trombocitopenia, uma condição caracterizada por uma baixa contagem de plaquetas no sangue. Apesar disso, sua equipe médica afirmou que a situação está estável.
Pontífice segue afastado de compromissos
Desde sua hospitalização, o Papa Francisco tem permanecido afastado de seus compromissos públicos. Pela segunda semana consecutiva, ele não participou presencialmente da tradicional oração do Angelus, mas enviou uma mensagem pedindo orações aos fiéis.
No domingo (23), o Vaticano relatou que Francisco participou da Santa Missa no hospital junto com a equipe que o acompanha. A Santa Sé, porém, não forneceu previsão de alta, reforçando a gravidade do caso.
Histórico de internações
Desde o início de seu pontificado em 2013, Francisco passou por diversas internações. Em março de 2023, foi hospitalizado no mesmo Hospital Gemelli para tratar uma infecção respiratória. Além disso, em 2021, passou por uma cirurgia para remoção de parte do cólon devido a uma estenose diverticular.
O estado de saúde do Papa é monitorado de perto por autoridades do Vaticano e por milhões de católicos ao redor do mundo, que aguardam novas atualizações.