A prisão de Joildo Gonzaga da Silva, de 62 anos, conhecido como Pai Pity, nesta semana em Salvador, trouxe à tona detalhes perturbadores contidos no inquérito policial que fundamentou sua condenação. O líder do terreiro Ilê Axé Opô Egunitá foi sentenciado a nove anos de prisão por crimes de estupro de vulnerável cometidos em 2015 contra um garoto, na época com 10 anos, filho de uma frequentadora do espaço.
De acordo com as investigações e o documento obtido pelo portal PS Notícias, Joildo aproveitava-se dos momentos em que a mãe da vítima estava em “recolhimento” (obrigações religiosas que exigem isolamento) ou trabalhando para praticar os abusos. Em um dos relatos mais chocantes, o agressor tentou abusar da criança enquanto estava vestido de caboclo para uma cerimônia, alegando que “não doeria”. Em outra ocasião, ele levou o menor para uma estrada próxima ao terreiro, às 5h da manhã, onde consumou o ato sexual enquanto afirmava que “amava” o garoto, ignorando seus relatos de dor.
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Ainda de acordo com o PS Notícias, o inquérito também detalha que Joildo forçava o menor a assistir a vídeos pornográficos e o ameaçava constantemente para garantir o silêncio, afirmando que “algo pior” aconteceria caso os abusos fossem revelados. O trauma só foi exposto quando a família decidiu deixar o terreiro, encorajando a vítima a relatar o ocorrido.


