A Polícia Civil da Bahia cumpriu, na última segunda-feira (9), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 39 anos no município de Luís Eduardo Magalhães, no oeste do estado. O investigado é acusado de praticar reiteradamente o crime de estupro de vulnerável contra pelo menos cinco vítimas, em um histórico de abusos que teria se estendido por aproximadamente dez anos. Segundo as apurações, os crimes ocorriam dentro do ambiente familiar, aproveitando-se da proximidade e da confiança que o homem possuía com os parentes das vítimas, a maioria crianças e adolescentes na época dos fatos.
O inquérito policial foi aberto em julho de 2025, motivado pelo relato de duas jovens, hoje com 18 e 20 anos, que decidiram denunciar os abusos sofridos durante a infância. Elas narraram que as agressões sexuais começaram quando tinham apenas 8 e 9 anos, logo após a mãe delas iniciar um relacionamento afetivo com o suspeito. Com o avanço das diligências, a polícia identificou outras três mulheres que também foram vítimas do mesmo homem. Uma delas contou ter sido abusada aos 15 anos após ter o quarto invadido durante a madrugada, enquanto outras duas familiares das vítimas iniciais também descreveram episódios de assédio e investidas forçadas quando ainda eram adolescentes.
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De acordo com a delegada responsável pelo caso, o suspeito utilizava uma estratégia cruel para manter a impunidade por tanto tempo: ele ameaçava de morte as vítimas e seus parentes próximos caso os crimes fossem revelados. Essa posição de controle, somada ao papel de padrasto ou figura de confiança na casa, silenciou as vítimas por anos. Agora, com a prisão preventiva decretada, o homem permanece à disposição da Justiça e responderá pelos crimes de estupro de vulnerável em série. A Polícia Civil reforça que a denúncia é a principal ferramenta para interromper ciclos de violência doméstica e garantir a proteção de menores em situação de risco.



