Operação Peptídeos prende 12 pessoas e mira clínicas de luxo por venda ilegal de ‘canetas emagrecedoras’ na Bahia

Ação da Polícia Civil nesta quarta-feira (11) atingiu hospitais e clínicas de estética em Salvador, RMS e interior; substância proibida no Brasil foi apreendida

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operação canetas emagrecedoras
Foto: Divulgação/Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia prendeu 12 pessoas na manhã desta quarta-feira (11) durante a Operação Peptídeos, que investiga um esquema bilionário de comercialização clandestina de substâncias para emagrecimento. As prisões ocorreram em oito bairros de Salvador, incluindo áreas nobres como Pituba, Barra e Caminho das Árvores, além de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana. Entre os detidos, nove possuíam mandados de prisão preventiva e três foram autuados em flagrante. A ofensiva, coordenada pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), revelou que a rede criminosa envolvia profissionais de saúde e estética que vendiam medicamentos sem controle sanitário e sem receita médica.

O balanço parcial da operação aponta o cumprimento de 57 mandados de busca e apreensão em locais de alto padrão, como dois hospitais, sete clínicas de estética, uma farmácia e uma loja de cosméticos. Um dos principais achados dos investigadores foi a apreensão da substância “Retatrutide”, um medicamento utilizado para diabetes tipo 2 e obesidade que ainda é proibido no Brasil. Segundo a Delegacia de Defesa do Consumidor (DECON), os envolvidos utilizavam o prestígio de suas clínicas e a alta demanda por resultados estéticos rápidos para lucrar com a venda de produtos que eram armazenados e transportados de forma irregular, colocando em risco a vida dos pacientes.


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A megaoperação mobilizou mais de 200 policiais civis de diversos departamentos especializados, como o DRACO e o DENARC, além de contar com o suporte técnico da Vigilância Sanitária de Salvador (DVIS) e do Departamento de Polícia Técnica. As autoridades acreditam que a desarticulação desse grupo é apenas o início de uma investigação maior sobre o mercado clandestino de peptídeos e hormônios sintéticos na Bahia. Os materiais apreendidos, que incluem dispositivos eletrônicos e grandes estoques de medicamentos, serão analisados para identificar outros profissionais de saúde que possam estar lucrando com essa prática ilegal que ignora os padrões de segurança exigidos pela legislação brasileira.

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Sobre o autor

Magno Araujo Repórter

Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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