O desfecho de um dos casos mais brutais da história recente da Bahia foi consolidado na noite desta quarta-feira (25). O Tribunal do Júri de Dias d’Ávila condenou os três réus remanescentes pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas. Somadas, as novas penas ultrapassam os 96 anos de reclusão, trazendo uma resposta do Judiciário para o crime ocorrido em outubro de 2023.
As investigações e o Ministério Público da Bahia (MPBA) sustentaram que o crime foi meticulosamente planejado por Ederlan Santos Mariano, marido da vítima, que não aceitava o fim do relacionamento e a intenção de Sara em deixá-lo. O grupo dividiu a quantia de R$ 2 mil para executar o plano, que envolveu emboscada, imobilização, execução e a posterior carbonização do corpo às margens da BA-093.
O veredito: penas e condenações
O Conselho de Sentença acatou as qualificadoras de feminicídio, motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Confira as sentenças detalhadas:
| Réu | Papel no Crime | Pena Estabelecida |
| Ederlan Santos Mariano | Mandante e mentor intelectual | 34 anos e 5 meses |
| Victor Gabriel O. Neves | Responsável por imobilizar a vítima | 33 anos e 2 meses |
| Weslen Pablo (Zadoque) | Executor direto do assassinato | 28 anos e 6 meses |
Vale lembrar que o quarto envolvido, o motorista Gideão Duarte, já havia sido condenado em abril de 2025 a 20 anos e 4 meses de prisão por realizar o transporte da cantora até o local da emboscada.


