A investigação sobre a morte da bebê Helena, de 10 meses, ganhou um novo rumo após a conclusão da perícia oficial em Fortaleza (CE). O laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) descartou qualquer indício de abuso sexual e apontou que a criança morreu por asfixia mecânica indireta.
O resultado técnico contraria a principal linha de investigação adotada no início do caso. Durante o atendimento de emergência, os profissionais de saúde identificaram uma lesão corporal e comunicaram o fato imediatamente às autoridades por suspeita de violência.
Com base na suspeita médica inicial, a polícia prendeu em flagrante Francisco Ray Magalhães, de 22 anos, namorado da mãe da bebê, e Roberto Levy Magalhães, de 26 anos, primo dele. No entanto, os exames laboratoriais não encontraram sêmen ou qualquer material genético dos investigados no corpo da vítima.
Os peritos criminais também descartaram a presença de álcool ou substâncias entorpecentes no organismo da criança após a realização de exames toxicológicos. Diante das provas científicas, a Polícia Civil passou a tratar o caso como homicídio culposo, quando não há a intenção de matar.
Os investigadores buscam agora entender como ocorreu a asfixia mecânica dentro do apartamento onde a família residia. A defesa dos homens presos informou que vai solicitar a revogação imediata das prisões preventivas com base no laudo oficial.





