A ex-vereadora e atual diretora de Políticas para Pessoas LGBTQIA+ da Secretaria Municipal de Reparação (Semur) de Salvador, Léo Kret, utilizou suas redes sociais para se defender publicamente. O pronunciamento ocorre após seu nome vir à tona na “Operação Sponsor”, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) para apurar desvios de recursos públicos.
Em vídeo, a gestora repudiou boatos maliciosos sobre uma suposta detenção e reforçou sua idoneidade no trato com os movimentos sociais.
“Meu nome apenas foi mencionado numa investigação com um contrato que eu nem assino. Todo mundo sabe, a Bahia toda sabe do meu caráter e da minha índole, sabe do meu trabalho com a população. E agora é um absurdo falar que eu estou presa, sendo que essa investigação está sendo feita com todo mundo dessa associação — associação que eu não tenho nem contato”, desabafou Léo Kret.
A Operação Sponsor e o esquema de R$ 1,1 milhão
A defesa da diretora surge na esteira de uma ofensiva do MPBA contra os crimes de peculato, fraudes em licitações e desvio de verbas. A Operação Sponsor mira as engrenagens de uma suposta associação de fachada que firmou convênios com o Município de Salvador.
De acordo com as investigações conduzidas pelos promotores de Justiça, a entidade recebeu mais de R$ 1,1 milhão em repasses municipais. O dinheiro deveria custear estruturas festivas em 57 bairros de Salvador, além de apoiar diretamente 18 blocos carnavalescos tradicionais durante o Carnaval de 2025. No entanto, a apuração aponta que uma fatia expressiva desses recursos foi desviada para beneficiar os próprios dirigentes da associação.
Durante a deflagração da operação, as forças de segurança e o MPBA cumpriram sete mandados de busca e apreensão espalhados por uma repartição pública municipal, pela sede da associação e em residências de cinco pessoas físicas — incluindo servidores da capital. A Justiça determinou o afastamento imediato do presidente e do diretor-geral da entidade, além de duas servidoras públicas municipais.
O estopim da apuração se deu após denúncias formais entregues ao Ministério Público por ativistas e organizadores da própria comunidade LGBTI+. Eles apresentaram documentos que apontavam inconsistências graves e o não recebimento das verbas prometidas para a execução do projeto “Caminhada da Diversidade LGBTI+”.




