O cantor MC Negão Original, que se encontra em condição de foragido há dois meses, utilizou suas redes sociais para contestar as acusações de estelionato que pesam contra ele. Em um vídeo que alcançou grande repercussão nesta quinta-feira (30), o artista manifestou exaustão diante da situação de fuga e direcionou críticas diretas à Polícia Civil de São Paulo, pleiteando por sua liberdade.
Desabafo e contestação das autoridades
No registro audiovisual, o músico descreve sua rotina como uma vida de peregrinação, negando veementemente qualquer envolvimento com atividades criminosas. O artista questiona a postura das autoridades paulistas e afirma não suportar mais a pressão de viver escondido enquanto busca manter sua carreira musical ativa.
Além de defender sua própria inocência, o cantor mencionou outros nomes do cenário do funk que estariam, segundo ele, sendo alvo de perseguição policial. O artista aproveitou o espaço para pedir a liberdade do cantor MC Ryan, que foi detido recentemente sob a acusação de liderar uma organização voltada à lavagem de dinheiro.
Investigação sobre golpes digitais
A situação jurídica de MC Negão Original está atrelada a uma operação deflagrada em 24 de fevereiro, focada em uma quadrilha especializada em fraudes digitais. As investigações apontam que o grupo estaria por trás de crimes conhecidos como o golpe do INSS, o falso advogado e a modalidade da mão fantasma.
Segundo os levantamentos da polícia, o esquema utilizava sites de apostas e fintechs para movimentar valores ilícitos, além de realizar a clonagem de chaves Pix. O Ministério Público identificou ao menos 36 imóveis ligados ao grupo, além de uma vasta frota de veículos e embarcações, resultando em um bloqueio judicial que pode atingir R$ 100 milhões em contas identificadas.
Posicionamento da defesa técnica
A defesa de João Vitor Ribeiro Marcelino Guido, nome civil do artista, emitiu nota oficial afirmando que o cantor é uma pessoa idônea com trajetória profissional consolidada. Os advogados sustentam que ainda não tiveram acesso integral aos autos do inquérito, o que impossibilita uma análise técnica detalhada dos fatos imputados neste momento.
Os representantes legais reforçaram que todas as transações financeiras do músico possuem lastro documental e origem lícita. A defesa declarou confiar nas instituições e no devido processo legal, reiterando que a inocência do artista será comprovada perante o Poder Judiciário assim que o acesso aos documentos for liberado.





