
Operação da Polícia Civil mira servidores suspeitos de vender carros de pátio público em Salvador
Principais Pontos do Post
- A segunda fase da Operação Dead Hand do Deic desarticulou uma associação criminosa em Salvador.
- O grupo era especializado no desvio e venda ilegal de veículos sob custódia do Estado em um pátio público.
- Servidores públicos participavam do esquema, fornecendo informações e chaves para a retirada dos veículos, que eram então adulterados e revendidos.
- A operação resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão e na localização de um depósito com veículos adulterados.
- Foram apreendidas armas e dinheiro, e o grupo é investigado por peculato-furto, roubo de veículos, adulteração e comércio ilegal de armas.
- A ação envolveu mais de 150 policiais civis, e as investigações continuam para identificar outros envolvidos e rastrear veículos já comercializados.

O Departamento de Investigações Criminais (Deic) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a segunda fase da Operação Dead Hand, em Salvador. A ação desarticulou uma associação criminosa especializada no desvio e venda ilegal de veículos que estavam sob custódia do Estado em um pátio público da capital baiana. Até o momento, quatro mandados de prisão foram cumpridos e um depósito contendo veículos adulterados foi localizado pelas equipes.
As investigações revelaram um esquema sofisticado que contava com a participação direta de servidores públicos. Segundo o diretor do Deic, Thomas Galdinho, esses funcionários forneciam informações privilegiadas sobre os veículos apreendidos e entregavam as chaves originais aos comparsas. Com as chaves em mãos, o grupo retirava os bens do pátio sem levantar suspeitas. Fora da unidade pública, terceiros realizavam a adulteração dos sinais identificadores (como chassis e placas) para que os carros fossem revendidos no mercado ilegal.
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Durante as diligências em diversos pontos de Salvador, os policiais apreenderam armas de fogo e uma quantia significativa de dinheiro em espécie. O grupo é investigado pelos crimes de peculato-furto, roubo de veículos, adulteração e comércio ilegal de armas.
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A operação conta com um aparato de mais de 150 policiais civis de diversos departamentos, como o Denarc e o DHPP, além do apoio técnico do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realiza a perícia imediata nos veículos encontrados no depósito clandestino.
As autoridades ainda trabalham para identificar outros servidores que possam ter facilitado o acesso ao pátio e para rastrear os veículos que já foram comercializados. Os detidos e o material apreendido foram encaminhados à sede do Deic, onde permanecem à disposição da Justiça.
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