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Operação da Polícia Civil mira servidores suspeitos de vender carros de pátio público em Salvador

Segunda fase da "Dead Hand" cumpre quatro mandados de prisão; esquema envolvia a entrega de chaves de veículos apreendidos para comercialização ilegal e adulteração
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19/01/2026
deic polícia civil operação
Foto: Lucas Cerqueira / ASCOM PCBA
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O Departamento de Investigações Criminais (Deic) deflagrou, na manhã desta segunda-feira (19), a segunda fase da Operação Dead Hand, em Salvador. A ação desarticulou uma associação criminosa especializada no desvio e venda ilegal de veículos que estavam sob custódia do Estado em um pátio público da capital baiana. Até o momento, quatro mandados de prisão foram cumpridos e um depósito contendo veículos adulterados foi localizado pelas equipes.

As investigações revelaram um esquema sofisticado que contava com a participação direta de servidores públicos. Segundo o diretor do Deic, Thomas Galdinho, esses funcionários forneciam informações privilegiadas sobre os veículos apreendidos e entregavam as chaves originais aos comparsas. Com as chaves em mãos, o grupo retirava os bens do pátio sem levantar suspeitas. Fora da unidade pública, terceiros realizavam a adulteração dos sinais identificadores (como chassis e placas) para que os carros fossem revendidos no mercado ilegal.

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Durante as diligências em diversos pontos de Salvador, os policiais apreenderam armas de fogo e uma quantia significativa de dinheiro em espécie. O grupo é investigado pelos crimes de peculato-furto, roubo de veículos, adulteração e comércio ilegal de armas.


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A operação conta com um aparato de mais de 150 policiais civis de diversos departamentos, como o Denarc e o DHPP, além do apoio técnico do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que realiza a perícia imediata nos veículos encontrados no depósito clandestino.

As autoridades ainda trabalham para identificar outros servidores que possam ter facilitado o acesso ao pátio e para rastrear os veículos que já foram comercializados. Os detidos e o material apreendido foram encaminhados à sede do Deic, onde permanecem à disposição da Justiça.

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