Uma operação integrada das forças de segurança da Bahia resultou na prisão de seis pessoas suspeitas de participação no assassinato do sargento da Polícia Militar Vagner Carneiro Firmo, crime ocorrido na zona rural de Santaluz, no nordeste do estado. Durante o cumprimento dos mandados de prisão preventiva no último sábado (7), houve resistência armada em pontos distintos, culminando em um confronto que deixou dois suspeitos mortos, entre eles um adolescente de 17 anos. Segundo informações oficiais, os baleados chegaram a ser socorridos e encaminhados a uma unidade de saúde, mas não resistiram aos ferimentos. No local, as equipes apreenderam duas armas de fogo utilizadas contra os agentes.
O sargento Vagner foi morto enquanto averiguava, mesmo de folga, a presença de suspeitos escondidos em uma barraca de lona em área de mata. Investigações apontam que o policial chegou a render um suspeito, mas foi surpreendido por disparos efetuados por outros dois homens que estavam dentro da estrutura.
O grupo é investigado também pelo homicídio de Railton da Silva Reis, de 24 anos, ocorrido em 4 de março, na mesma região. Os seis detidos permanecem à disposição da Justiça enquanto a Polícia Civil trabalha para concluir o inquérito e identificar outros possíveis comparsas.
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Mesmo em seu período de descanso, o sargento Vagner Carneiro Firmo agiu ao receber relatos de atividades suspeitas em uma área isolada de Santaluz. Ao tentar garantir a segurança da localidade, o militar foi vítima de uma emboscada. A perícia e os depoimentos colhidos indicam que, ao se aproximar para realizar a abordagem, o sargento conseguiu dominar um dos indivíduos, mas a presença oculta de comparsas no interior de uma barraca de lona foi determinante para o desfecho trágico.
A resposta das instituições de segurança foi imediata, culminando na operação de sábado. De acordo com a Polícia Militar, a resistência dos suspeitos durante o cerco policial reforça a periculosidade do grupo, que já possuía histórico de violência na região nordeste da Bahia. As duas armas apreendidas passarão por perícia técnica para confirmar se foram as mesmas utilizadas no atentado contra o sargento e na morte de Railton da Silva Reis, dias antes.



