Uma megaoperação policial deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (28) sitiou bairros estratégicos do Recôncavo Baiano. Batizada de Operação Queda d’Água, a ofensiva foi coordenada pela Polícia Civil da Bahia, através do Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), com o objetivo tático de cumprir mandados de busca e apreensão direcionados a lideranças de uma organização criminosa altamente articulada.
No município de Cachoeira, a Polícia Civil concentrou esforços no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. O alvo das investigações eram indivíduos diretamente ligados ao comércio de entorpecentes e que possuem envolvimento direto em uma série de homicídios recentes registrados na região.
Durante as incursões em Cachoeira, a presença ostensiva das forças de segurança resultou na prisão em flagrante de dois homens pelos crimes de tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo. No município, os agentes encontraram os suspeitos em posse de um forte aparato bélico e logístico, que incluía:
- Duas pistolas, sendo uma delas equipada com seletor de rajada (dispositivo que transforma a arma em submetralhadora);
- Carregadores sobressalentes, destacando-se um modelo de alta capacidade do tipo caracol;
- Farta quantidade de munições de calibres diversos;
- Porções de substâncias entorpecentes prontas para comercialização;
- Balanças de precisão e insumos para o fracionamento das drogas.
Ramificação em Salvador e rota de abastecimento
A investigação aponta que a facção possui uma rota integrada de distribuição, operando de forma coordenada entre a capital baiana e as cidades do Recôncavo. Em Salvador, as equipes cumpriram três mandados nos bairros de Fazenda Coutos e Barbalho. O alvo era um homem de 43 anos que utilizava a fachada de uma oficina mecânica, além de sua própria residência, como depósito para estocagem e comércio ilegal de armas de fogo. Ele foi preso em flagrante com uma espingarda calibre 12, um revólver calibre .38 e munições.
A estrutura do grupo funcionava em rede: o armamento e as drogas eram movimentados de Salvador para abastecer as células criminosas atuantes no interior, fortalecendo o grupo em confrontos e execuções. As ações contaram com o suporte operacional da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) para garantir a segurança dos agentes em perímetros de alto risco. O material recolhido servirá como elemento de prova para identificar os demais integrantes do bando.




