Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Urgente Carreta pega fogo na região de Pedra do Cavalo, e motorista desengata o cavalo mecânico
Eleições 2026

Polícia Civil da Bahia amplia monitoramento digital para o segundo turno das eleições

CIBERLAB vai acompanhar possíveis ameaças, desinformação e crimes virtuais; delegacias funcionarão em regime de plantão durante o período eleitoral

policial civil em frente a telas de monitoramento na Bahia
Foto ilustrativa: Divulgação/Ascom-PCBA

A Polícia Civil da Bahia reforçará as ações de inteligência e monitoramento para identificar possíveis crimes eleitorais, ameaças e disseminação de desinformação durante o segundo turno das eleições, marcado para este domingo (25).

O trabalho será coordenado pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP), com acompanhamento do ambiente digital, análise de informações estratégicas e mapeamento de áreas que possam exigir atenção das forças de segurança.

Laboratório vai monitorar possíveis crimes na internet

No dia da votação, o Laboratório de Inteligência Cibernética (CIBERLAB) funcionará na sede do DIP, no Complexo Policial de Nazaré, em Salvador.

A equipe atuará na identificação e análise de possíveis ilícitos praticados no ambiente virtual. Entre as situações monitoradas estão a disseminação de desinformação, ameaças, incitação à violência e outras condutas com possível repercussão eleitoral.

As atividades incluem coleta, análise e compartilhamento de informações estratégicas, além do acompanhamento de fontes abertas e do mapeamento de áreas de atenção. Segundo a Polícia Civil, o objetivo é subsidiar o planejamento das ações policiais e contribuir para a prevenção de ocorrências.

Painel reunirá informações dos 417 municípios

O acompanhamento das ações será feito por meio do Painel de Monitoramento das Eleições 2026. A ferramenta reúne registros de ocorrências policiais relacionadas ao pleito nos 417 municípios baianos e dados da apuração oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

As informações produzidas serão compartilhadas com unidades policiais e órgãos competentes. A integração busca apoiar decisões estratégicas e agilizar a resposta a eventuais ocorrências.

O delegado-geral adjunto de Operações, Jorge Figueiredo, afirmou que o trabalho de inteligência contribui para o planejamento da segurança durante o período eleitoral.

“A análise de informações, aliada aos recursos tecnológicos de monitoramento e à integração entre as equipes, contribui para identificar situações que demandem atenção e oferecer suporte à tomada de decisões”, declarou.

Delegacias funcionarão em regime de plantão

Durante o período eleitoral, delegacias territoriais e especializadas atuarão em regime de plantão, com equipes preparadas para registrar e apurar ocorrências, inclusive crimes virtuais.

A atuação será integrada entre departamentos especializados e operacionais, setores de inteligência e outras forças de segurança.

Mulheres vítimas de violência também poderão procurar as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams). Nos municípios sem uma unidade especializada, o atendimento será feito pelas delegacias territoriais, que deverão acolher as vítimas, prestar assistência e encaminhar os casos adequadamente.

As medidas anunciadas buscam ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança diante de possíveis ocorrências durante a votação.

Sobre o autor

Magno Araujo

Magno Araujo é jornalista formado pela Estácio. Atua na cobertura política e, recentemente, passou a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.