O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), denunciou integrantes da presidência e da diretoria da torcida organizada Bamor. A peça acusatória, protocolada no âmbito da ‘Operação Inquisição’, atribui aos investigados os crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. Os denunciados seguem em prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador.
A acusação aponta que os acusados formavam uma estrutura criminosa estável e com divisão de tarefas que utilizou a sede da entidade, em julho deste ano, para submeter duas pessoas a agressões físicas e psicológicas. A intenção da diretoria seria obter confissões e aplicar punições privadas devido a supostos desvios na gestão do sistema de associados.
MPBA pede R$ 2 milhões em indenização e manutenção das prisões preventivas
Além da condenação penal e da continuidade da custódia preventiva, o MPBA requereu o pagamento de reparações por danos materiais e morais às vítimas diretas, além de R$ 2 milhões a título de danos morais coletivos. Entre os alvos da denúncia estão o presidente da Bamor, Matheus Pires Castro; o vice-presidente, Luciano da Silva Venâncio; e o policial militar Fernando Santana Esquivel.
Relação dos denunciados pelo MPBA:
- Matheus Pires Castro: Presidente da Bamor
- Luciano da Silva Venâncio: Vice-presidente
- Gabriel Pereira Silva: Diretor-geral
- Daniel Sena Duarte: Diretor de sede
- Ricardo Henrique Almeida da Silva: Diretor de marketing
- Diego Allan Conceição Sacramento: Diretor de patrimônio
- Ivã Cleiton de Jesus Santos: Diretor de bateria
- Luiz Wagner da Silva Santana: Diretor de sede
- Alan Rafael Regis Alves de Aquino: Diretor financeiro
- Fernando Santana Esquivel: Policial militar





