Um tenente-coronel da Polícia Militar da Bahia foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7) durante a terceira fase da “Operação Terra Justa”, deflagrada pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a Corregedoria da Polícia Militar. A ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão no município de Santa Maria da Vitória, localizado na região oeste do estado.
O oficial foi denunciado pelo MPBA pelo crime de corrupção passiva militar. As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e da 3ª Promotoria de Justiça Militar indicam que o policial recebeu R$ 286 mil de um sargento da reserva condenado por liderar uma milícia armada na região de Correntina.
Pagamentos mensais, privilégios e atuação do oficial
Segundo a acusação do Ministério Público, o grupo criminoso atuou por mais de dez anos prestando serviços de segurança privada para grileiros de terras, com o objetivo de ameaçar e expulsar comunidades tradicionais. Os repasses ao tenente-coronel ocorriam em depósitos mensais de R$ 15 mil, além do custeio de despesas pessoais e boletos da faculdade da filha do militar.
O oficial comandou a 30ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Santa Maria da Vitória até 2023 e atualmente exercia a função de diretor do Colégio da Polícia Militar em Bom Jesus da Lapa. A denúncia aponta que ele colaborava com a definição de escalas da milícia e usava a influência do cargo para oferecer serviços irregulares de segurança na região.





