Traficante usa hotéis de classe média alta para vender drogas sintéticas em Salvador; prisão expõe esquema de luxo na orla
Investigação revela “delivery premium” de LSD, ecstasy e haxixe em Amaralina, Costa Azul e Pituba
Resumo da notícia
- A Polícia Civil da Bahia prendeu, na quarta-feira (25 jun), Rodrigo Santos Bastos, 38 anos, suspeito de tráfico de drogas sintéticas em hotéis de classe média alta em Salvador.
- Rodrigo anunciava um “menu” de LSD, ecstasy e haxixe em perfis fechados no Instagram e no WhatsApp.
- O traficante reservava quartos por diárias curtas.
- Os investigadores descobriram remessas na modalidade Sedex para compradores de outros estados, embaladas como “suplementos” ou “brindes de viagem”.
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A Polícia Civil da Bahia prendeu, na quarta-feira (25 jun), Rodrigo Santos Bastos, 38 anos, suspeito de tráfico de drogas sintéticas em hotéis de classe média alta em Salvador. Agentes do Departamento de Tóxicos (DT) localizaram o homem em um quarto de um hotel na orla de Amaralina com haxixe, maconha, comprimidos de ecstasy e selos de LSD. A investigação descobriu um serviço de “delivery premium” que operava em Amaralina, Costa Azul e Pituba, bairros frequentados por turistas e moradores de alto poder aquisitivo.
Como funcionava o “delivery premium” de entorpecentes?
Cardápio nas redes sociais
Rodrigo anunciava um “menu” de LSD, ecstasy e haxixe em perfis fechados no Instagram e no WhatsApp. Ele usava logomarca própria e fotos de relógios de luxo e armas para atrair clientes.
Retirada discreta em hotéis
O traficante reservava quartos por diárias curtas. Clientes retiravam os pedidos no hall ou no estacionamento, evitando abordagem em locais públicos.
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Entrega via Correios
Os investigadores descobriram remessas na modalidade Sedex para compradores de outros estados, embaladas como “suplementos” ou “brindes de viagem”.
Perfil dos compradores
A delegada Bruna Kalaoun explicou que o alvo eram pessoas com alto poder aquisitivo.
“Ele procurava pontos específicos da orla, de fácil acesso, em bairros de classe média alta. Além disso, são drogas mais sofisticadas, que são destinas a um público com maior poder aquisitivo”, afirmou.
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