O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dias Toffoli, suspendeu temporariamente a campanha do candidato Renan Santos (Partido Missão), que concorre à Presidência da República nas Eleições 2026. A decisão liminar proíbe a participação do político em debates na rádio, televisão e podcasts, além de congelar o repasse e o uso de verbas do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).
A medida foi tomada após o tribunal constatar que o partido omitiu informações sobre canais digitais e perfis em redes sociais durante o registro oficial da chapa. A legenda informou a existência de 16 contas somente doze dias após o prazo limite estabelecido pelas regras eleitorais. Segundo o ministro, um desses perfis acumula mais de 2,4 milhões de seguidores e vinha sendo usado para propaganda eleitoral, beneficiando-se das ferramentas de recomendação das redes sociais sem o devido controle da Justiça.
Em seu despacho, Toffoli destacou que a comunicação tardia dos canais digitais quebra a igualdade entre as candidaturas e atrapalha a fiscalização sobre os gastos com impulsionamento de conteúdo. O ministro afirmou que a omissão não representa apenas um erro burocrático de documentos, mas um indício de fraude à legislação eleitoral.
Com a determinação, fica proibida qualquer propaganda por meio de redes sociais, blogs, sites e aplicativos de mensagens que não tenham sido cadastrados na data correta. O processo sobre a validação do registro do candidato do Partido Missão foi retirado da pauta de julgamento até a prestação completa de esclarecimentos pela equipe jurídica.





