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Fux deve divergir de Moraes

Fux não pedirá vista no julgamento de Bolsonaro, afirma fontes no STF

Ministro do STF sinalizou que votará contra pontos da denúncia, mas sem adiar julgamento
Por:
18/08/2025
ministro Luiz Fux STF
Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux indicou a interlocutores que não pedirá vista no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, marcado para o dia 2 de setembro.

Fontes próximas afirmam, contudo, que ele deve divergir do relator Alexandre de Moraes em pontos centrais da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Nos bastidores, aliados de Bolsonaro esperavam que Fux solicitasse 90 dias de vista, o que empurraria a decisão para 2026. A sinalização do ministro, porém, é de que apresentará seu voto sem protelar o andamento do processo.

Segundo apurado pela CNN Brasil, Fux não estaria convencido de que há ligação direta entre episódios como a reunião de Bolsonaro com embaixadores, quando atacou a urna eletrônica, e os atos de 8 de janeiro de 2023.

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Julgamento em setembro

O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus do núcleo 1 no processo sobre a suposta tentativa de golpe de Estado em 2022 terá início em 2 de setembro, com sessões extraordinárias marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12.

Na Primeira Turma do STF, os ministros decidirão pela condenação ou absolvição dos réus e definirão eventuais penas.

A sessão começará com a leitura do relatório de Alexandre de Moraes, seguida dos votos dos demais ministros.

Embora Fux não deva acompanhar integralmente o relator, sua postura evita o atraso do julgamento, considerado um dos mais relevantes da história recente do Supremo.

Procurado pela imprensa, o ministro não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

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