O empresário baiano Augusto Lima, ex-CEO do Banco Master, protagoniza um novo capítulo de ostentação e polêmica judicial na Região Metropolitana de Salvador. Lima é o proprietário de uma ilha avaliada em R$ 20 milhões em Candeias, na localidade de Caboto.
A propriedade, com 10 mil metros quadrados, conta com heliponto, piscina, quadra esportiva e praia particular. Originalmente denominada “Ilha do Topete”, o local foi rebatizado como Ilha da Paixão.
Detalhes da investigação financeira:
- Operação Compliance Zero: Augusto Lima foi detido em novembro de 2025;
- Medida Cautelar: O empresário utiliza tornozeleira eletrônica por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1);
- Suspeita de Fraude: A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) identificou uma rede de fundos (Falcon e Haena 808) ligada ao empresário;
- Subfaturamento: O direito de ocupação foi vendido por R$ 1,3 milhão, valor 15 vezes menor que a avaliação de mercado.

A CPI do Crime Organizado analisa se a estrutura administrada pela Reag serviu para operacionalizar fraudes bilionárias em conjunto com o Banco Master. O refúgio paradisíaco no Recôncavo Baiano é agora peça-chave para entender o destino de recursos desviados.
As autoridades buscam confirmar se a compra da ilha através de empresas de participação serviu para ocultar patrimônio. O caso é tratado como um dos maiores escândalos financeiros recentes do Brasil.






