Movimentações financeiras sob suspeita
O inquérito policial aponta que Giliard movimentou mais de R$ 11 milhões em suas contas bancárias, um montante considerado incompatível com a sua realidade financeira. O jovem não possui histórico de ocupação formal ou atividade empresarial consolidada que justifique o volume de recursos transacionados.
Dados detalhados no documento revelam que, apenas no ano de 2023, o investigado movimentou mais de R$ 6 milhões. Em contrapartida, os rendimentos declarados por ele somavam apenas cerca de R$ 32.900,00, gerando um alerta imediato nos órgãos de controle financeiro e nas equipes de investigação.
Técnicas de ocultação e dispersão de valores
A análise das transações sugere um padrão de ocultação, dissimulação e pulverização de capitais, práticas típicas de lavagem de dinheiro. As autoridades observaram que o filho de Deolane enviava, com frequência, valores significativamente superiores aos que recebia, utilizando suas contas como um canal de dispersão.
Cerca de R$ 366 mil foram distribuídos para 473 pessoas distintas, com valores que variavam entre R$ 5 mil e R$ 0,18. Esse comportamento, que carece de lógica comercial, reforça a suspeita de que o jovem atuaria como uma espécie de ponte para mascarar a origem de recursos vinculados ao núcleo empresarial de sua mãe.
A técnica de smurfing no inquérito
O padrão identificado pelos investigadores é tecnicamente reconhecido como smurfing. Esta estratégia consiste no fracionamento de grandes quantias em inúmeros pagamentos menores, dificultando o rastreio da origem e do propósito final dos valores pelas autoridades de fiscalização.
Até o momento, a defesa do investigado não se manifestou sobre as acusações detalhadas no inquérito. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos por parte dos representantes legais de Giliard Vidal dos Santos, conforme reportado pela CNN Brasil.




