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Lula sanciona endurecimento de penas para furtos e crimes digitais com vetos

Presidente Lula sanciona lei que endurece penas para furtos e crimes digitais, mas veta trecho sobre roubo com lesão grave por desproporcionalidade.

2 min de leitura
Lula entrevista
Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, com vetos, a nova legislação que amplia as penalidades para crimes contra o patrimônio, incluindo furtos, roubos, estelionatos e delitos praticados no ambiente virtual. A medida, publicada no Diário Oficial da União, busca oferecer uma resposta mais rigorosa ao aumento de fraudes bancárias e subtrações de dispositivos móveis em todo o território nacional.

A nova norma, identificada como Lei 15.397, de 2026, tem origem no projeto de lei 3.780/2023, de autoria do deputado Kim Kataguiri. Após tramitação no Congresso Nacional, com aprovação no Senado Federal sob relatoria do senador Efraim Filho, o texto seguiu para a sanção presidencial com o objetivo de modernizar o combate a modalidades criminosas que impactam diretamente o cotidiano dos cidadãos.

Vetos presidenciais e a justificativa jurídica

O ponto central da decisão presidencial envolveu o veto a um dispositivo específico que elevaria a pena de roubo, em casos de lesão corporal grave, para o patamar de 16 a 24 anos de reclusão. Atualmente, a previsão legal para essa modalidade é de 7 a 18 anos.

Em sua justificativa, o governo argumentou que a alteração proposta criaria uma desproporcionalidade no sistema penal brasileiro. Segundo a avaliação técnica, a pena mínima sugerida para o roubo qualificado com lesão grave superaria a pena mínima estabelecida para o homicídio qualificado, o que feriria o princípio da razoabilidade jurídica.

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Impacto da lei nos crimes digitais e patrimoniais

A legislação sancionada reforça o rigor punitivo para uma série de delitos que ganharam escala com a digitalização da economia. Entre as condutas abrangidas, destacam-se os golpes aplicados por meio da internet, fraudes bancárias sofisticadas e o furto de aparelhos celulares, que se tornaram alvos frequentes de quadrilhas especializadas.

Além dos crimes virtuais, a lei também contempla o endurecimento de penas para a receptação de produtos ilícitos e o furto de animais domésticos. A intenção do legislador é desestimular a cadeia de comercialização de bens subtraídos, atacando não apenas o autor do furto, mas também o mercado que absorve os itens roubados.

Próximos passos no Congresso Nacional

Como o projeto foi sancionado com vetos, o texto retornará para uma sessão conjunta do Congresso Nacional. Deputados e senadores deverão analisar se mantêm ou derrubam a decisão do Poder Executivo em relação ao trecho vetado sobre o aumento das penas para roubos com lesão corporal grave.

Para acompanhar o desenrolar das discussões legislativas e o impacto da aplicação desta norma no sistema judiciário, é possível consultar os registros oficiais disponibilizados pelo Governo Federal. A eficácia da nova lei dependerá agora da atuação das forças de segurança e da interpretação dos tribunais brasileiros diante das novas balizas penais.

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